Danielle Bernardes promove diálogo e integração multimodal no Santos Export 2026.

Danielle Bernardes defende integração multimodal e diálogo institucional durante painel no Santos Export 2026

Na tarde de quinta-feira (28), a conselheira do Instituto Brasil Logística e gerente-executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Danielle Bernardes, participou do painel “Porto de Santos protagonista no desenvolvimento de negócios para o Brasil avançar”, durante o Santos Export 2026, um fórum promovido pelo Brasil Export.

Danielle enfatizou a necessidade urgente de que o Brasil avance em políticas públicas focadas na integração logística nacional, criticando a falta de uma abordagem multimodal efetiva no planejamento dos transportes do país. Ela lembrou que a CNT representa todas as modalidades de transporte e que ainda faltam políticas públicas que criem uma matriz realmente multimodal.

“Embora o transporte rodoviário continue sendo essencial para a logística brasileira, é necessário buscar um equilíbrio entre os diferentes modais”, afirmou. Segundo ela, enquanto o transporte rodoviário é eficaz para determinados tipos de carga, as distâncias mais longas requerem um uso mais otimizado das ferrovias e da cabotagem, aproveitando também o potencial da costa brasileira.

Danielle argumentou que existe um mito sobre a competição entre os modais de transporte. Para ela, a verdadeira necessidade é a integração, que pode não apenas reduzir custos operacionais, mas também aumentar a competitividade do país. “Uma logística integrada traz ganhos significativos. Para isso, devemos melhorar os acessos ao porto, às ferrovias e às pessoas que trabalham na movimentação do porto”, sublinhou.

Além disso, Danielle compartilhou que o papel institucional da CNT é conectar o setor produtivo com o governo, demonstrando os impactos operacionais das decisões regulatórias. “É importante mostrar ao governo como pequenas mudanças podem impactar custos e operações”, destacou.

Ela também reforçou a importância da participação do setor privado em audiências públicas e debates técnicos, dizendo: “É crucial que os tomadores de decisão em Brasília compreendam as especificidades regionais. O diálogo constante é fundamental para atender às necessidades locais.”

Durante o painel, foi mencionado o trabalho realizado pela CNT em pesquisas sobre hidrovias e o Plano Nacional de Logística (PNL 2050), que será lançado em breve. Danielle destacou que a entidade tem participado das rodadas regionais para entender as demandas logísticas em várias partes do país.

Ela explicou que o novo plano pretende adotar uma abordagem centrada em corredores logísticos, promovendo uma maior integração entre rodovias, ferrovias e hidrovias. “Não podemos olhar os modais isoladamente; é vital considerar os caminhos logísticos desde a origem até o destino da carga”, afirmou.

Por fim, ela reiterou a importância estratégica do Porto de Santos, classificando-o como o coração da infraestrutura brasileira. “Qualquer problema em Santos terá repercussões em toda a logística do país”, concluiu.

A moderação do painel contou com a participação de Núria Bianco, do Grupo Brasil Export, e Milena Castro, da ABTRA. Também estavam presentes Fernanda Pires, da MSC no Brasil, e Patricia Lascosque, da Suzano.

Fonte: Instituto Brasil Logística

Equipe Redação

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