Aumento da idade da população pode aumentar em 47% as mortes por poluição veicular no Brasil até 2050.

Envelhecimento da população pode elevar em 47% as mortes por poluição veicular no Brasil até 2050

O envelhecimento da população brasileira, aliado ao crescimento da frota de veículos, pode resultar em um aumento alarmante de 47% nas mortes prematuras atribuídas à poluição do transporte rodoviário até 2050. Um estudo recente do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) revela que, em 2024, cerca de 8 mil pessoas já haviam perdido a vida devido à poluição veicular, posicionando o Brasil na 17ª colocação no ranking global de mortes por esse motivo. Além disso, aproximadamente 9,2 mil novos casos de asma infantil foram registrados, ligados à exposição aos poluentes do trânsito.

À medida que a população envelhece, surge uma nova preocupação: a vulnerabilidade crescente desses indivíduos aos efeitos nocivos da poluição do ar. A expansão da frota de veículos, por sua vez, tende a neutralizar alguns ganhos que poderiam vir com a adoção de veículos menos poluentes, criando um cenário preocupante para a saúde pública.

Manter as políticas atuais implica em uma continuidade do aumento na mortalidade. No entanto, um cenário otimista de transição acelerada para veículos de emissão zero poderia reduzir em 35% as mortes anuais até 2050 e prevenir cerca de 65,2 mil óbitos prematuros e 18,6 mil novos casos de asma infantil entre 2024 e 2050. Para que isso seja alcançado, o Brasil precisaria garantir que 61% das vendas de veículos leves sejam elétricos até 2035, com a meta de 100% até 2045. No segmento de veículos pesados, 54% das vendas deveriam ser de modelos de emissão zero em 2035, alcançando totalidade em 2045.

Embora os avanços sejam reconhecidos, como a implementação de novas fases do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) e um leve crescimento nas vendas de veículos elétricos leves, o ritmo atual é considerado insuficiente. Por exemplo, caminhões de emissão zero representam menos de 0,5% das vendas no setor de transporte de cargas.

As implicações desses dados não se limitam apenas às estatísticas, mas refletem diretamente na qualidade de vida dos motoristas e da população em geral. A aceleração na renovação da frota, a criação de zonas de baixa emissão nos centros urbanos e a intensificação da fiscalização das emissões são medidas cruciais. Essas ações não só beneficiariam a saúde pública, mas também poderiam melhorar a mobilidade nas cidades, reduzindo congestionamentos e promovendo um ambiente mais saudável e acessível para todos.

Em resumo, a combinação de políticas eficazes e uma transição para veículos de baixo impacto pode salvar vidas e transformar a experiência de mobilidade no Brasil.

Fonte: transportemoderno

Equipe Redação

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