Americanas corta quase 50% dos custos logísticos e cria hubs de distribuição.

Americanas reduz quase 50% do custo logístico e transforma lojas em hubs de distribuição

Executivo destaca que reorganização da cadeia foi essencial para a recuperação da empresa e marca uma nova fase de integração entre físico e digital.

A Americanas anunciou uma significativa redução de cerca de 50% no custo logístico em um período de dois anos, um passo crucial para sua recuperação financeira durante o processo de recuperação judicial. Essa informação veio à tona em uma entrevista com Marcelo Arantes, vice-presidente de Supply Chain da varejista.

A nova etapa da operação da empresa começou após o pedido de encerramento da recuperação judicial, feito em março deste ano, o que permite uma retomada gradual do crescimento. Essa recuperação é sustentada principalmente pela reorganização logística e pela união dos canais físicos e digitais.

As 1.448 lojas da rede passaram a operar sob a estratégia de "Ship from Store", transformando-se não apenas em pontos de venda, mas também em hubs de distribuição. Isso aproxima os estoques do consumidor, ampliando a integração entre e-commerce e lojas físicas.

Marcelo Arantes explicou que a companhia estruturou sua recuperação em três pilares principais: marketplace, operações O2O (onde o cliente compra online e retira na loja) e a expansão do Ship from Store. Segundo ele, "o digital volta a ter uma representatividade muito mais forte, mas de forma responsável".

A Americanas também busca integrar efetivamente todos os canais de venda e atendimento. Arantes destacou: “Todo mundo fala que é omnicanal, mas estamos trabalhando para convergir os canais”.

Além de reorganizar suas operações internas, a companhia começou a explorar sua estrutura logística como uma nova fonte de receita. Um CNPJ específico para a área foi criado, e a empresa iniciou a prestação de serviços logísticos para parceiros e fornecedores, diversificando suas fontes de receita.

Essa nova configuração operacional representa uma mudança significativa em relação ao modelo adotado antes da crise financeira. O foco no e-commerce, que priorizava a competição com grandes plataformas digitais, foi reavaliado. Agora, a empresa decidiu priorizar o mundo físico, que é considerado a sua essência. A revisão da malha logística, incluindo o fechamento de centros de distribuição e a consolidação de cargas, foi fundamental para a redução dos custos e apoio à recuperação financeira.

Ponto de Vista sobre Mobilidade e Motoristas

A transformação das lojas da Americanas em hubs de distribuição não só otimiza a operação da varejista, mas também repercute positivamente na mobilidade urbana. Com a diminuição do custo logístico, a empresa pode oferecer entregas mais rápidas e eficientes, o que pode levar a uma circulação de mercadorias mais ágil e eficiente nas cidades.

Para os motoristas de entregas, essa reorganização significa menos pressão sobre as rotas e o volume de tráfego, pois a proximidade dos estoques aos consumidores pode resultar em entregas mais rápidas e menos deslocamentos desnecessários. Além disso, a criação de novos serviços logísticos pode gerar novas oportunidades de trabalho e renda para motoristas, contribuindo para um setor mais dinâmico.

Assim, ao melhorar a eficiência logística e reduzir custos, a Americanas não apenas avança em sua recuperação econômica, mas também promove um impacto positivo na mobilidade geral, facilitando movimentações mais sustentáveis e ágeis nas cidades.

Fonte: Abralog

Equipe Redação

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