ESG em ação: unindo agenda pública e resultados efetivos

ESG que entrega: quando a agenda pública encontra a execução
No recente IV ESG Summit da Abralog, Laís Almada abordou a interseção entre políticas públicas, inovação e colaboração, destacando como esses fatores podem impulsionar a transformação sustentável no transporte e na logística. Este enfoque é crucial não apenas para a operação de empresas, mas também para a mobilidade geral e o cotidiano dos motoristas.
Laís, que é diretora de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, apresentou um planejamento energético ambicioso, prevendo mudanças significativas na composição das frotas até 2050. Essa visão de longo prazo representa não apenas uma estratégia para a eficiência energética, mas também um passo importante em direção à redução da emissão de gases poluentes e à promoção de um ambiente mais saudável.
O Plano Estadual de Energia 2050 delineia diferentes trajetórias para os automóveis e veículos comerciais leves. Para os automóveis, a proposta é uma combinação de etanol, veículos híbridos e elétricos, promovendo uma transição abrangente que considera múltiplas tecnologias. Isso não apenas diversifica as opções disponíveis para os motoristas, mas também contribui para uma redução significativa de custos a longo prazo, impulsionando a adoção de alternativas menos poluentes.
Para veículos comerciais leves, especialmente aqueles usados para distribuição urbana e entregas, as projeções indicam um aumento considerável na adoção de veículos elétricos a bateria, prevendo que eles se tornem a maioria da frota em 2050. Essa mudança trará impactos diretos na redução do tráfego e na melhora da qualidade do ar nas cidades, resultando em um ambiente mais favorável para todos, motorizados ou não.
Além disso, a abordagem de Laís destaca a importância de oferecer soluções logísticas adequadas, como a infraestrutura de recarga e abastecimento compatível com as novas tecnologias. Essas considerações são fundamentais para garantir que a transição para um sistema de transporte sustentável seja viável e eficiente. Motoristas, empresas e órgãos públicos devem trabalhar em conjunto para avaliar o perfil das rotas e as necessidades operacionais, garantindo que essa transformação não só aconteça, mas que seja eficaz.
Portanto, a integração das políticas públicas com iniciativas de ESG não é apenas uma responsabilidade corporativa; é um caminho que levará a melhorias tangíveis na mobilidade e na qualidade de vida dos cidadãos. As implicações dessas mudanças vão além do âmbito regulatório, afetando diretamente o dia a dia dos motoristas e contribuindo para um futuro mais sustentável.
Fonte: Abralog






