Receitas dos Correios caem por taxa das blusinhas, e prejuízo é bilionário.

Taxa das Blusinhas Derrubou Receitas dos Correios, que Acumulam Prejuízo Bilionário
Os Correios enfrentam um desafio financeiro significativo, registrando um prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026. Essa queda nas receitas, especialmente nas encomendas internacionais, impactou diretamente as operações da estatal. Entre os fatores que influenciam essa situação, a cobrança de impostos sobre compras feitas em plataformas estrangeiras se destaca.
Em 2024, uma nova legislação, conhecida como taxa das blusinhas, foi implementada no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida estabeleceu um imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, somado ao ICMS estadual, o que encareceu consideravelmente produtos com origem no exterior. Esse aumento no custo trouxe uma redução drástica na movimentação de mercadorias. O faturamento dos Correios nesse segmento caiu de aproximadamente R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025, resultando em uma perda estimada de R$ 2,6 bilhões.
Essa discriminação na receita se deu em um cenário em que os Correios já enfrentavam adversidades financeiras. O fechamento de 2025 foi marcado pelo maior prejuízo da história da empresa, totalizando R$ 8,5 bilhões, e os resultados negativos persistiram em 2026. A crescente concorrência de transportadoras privadas, a demanda em declínio por serviços postais tradicionais, alta nas despesas operacionais e obrigações judiciais também contribuíram para a crise financeira da estatal, mostrando que a queda nas encomendas internacionais não é o único fator a responsabilizar.
Em maio de 2026, o governo federal decidiu eliminar o imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50. Contudo, o ICMS estadual, variando de 17% a 20%, ainda permanece em vigor. Apesar da mudança, os Correios encerraram o segundo trimestre com um prejuízo de R$ 2,39 bilhões. Para contornar essa crise, a empresa está em um processo de reestruturação, focando na revisão de despesas e na busca por novas fontes de receita.
Esses desafios não se restringem apenas aos Correios, mas refletem uma dinâmica que pode afetar a mobilidade geral dos motoristas e consumidores. Com o aumento dos custos das importações, a tendência é que muitos optem por alternativas locais, o que pode aumentar a demanda por serviços de entrega internos. Isso gera uma oportunidade para o setor de transporte de carga e logística, que deve se adaptar a essa nova realidade. Portanto, a recuperação das receitas dos Correios e o fortalecimento do setor logístico são essenciais não apenas para a sustentabilidade da estatal, mas também para o suporte ao desenvolvimento econômico e à mobilidade no Brasil.
Fonte: brasildotrecho






