Efeito da reforma de consumo nas empresas aumenta engajamento, afirma Danilo Leal.

Impacto da Reforma do Consumo nos Negócios Impulsiona Engajamento das Empresas, diz Danilo Leal
Por Enzo Bernardes
A reforma do consumo está gerando um significativo engajamento nas empresas, e o advogado Danilo Leal enfatiza que, embora as mudanças sejam de natureza tributária, seus impactos atingem diretamente o cotidiano dos negócios. A capacidade de adaptação das empresas à reforma depende não apenas do setor fiscal, mas também de áreas estratégicas como compras, vendas, contratos e relações com fornecedores.
Danilo observa que as companhias que tomaram a iniciativa de ajustar-se às mudanças foram aquelas que rapidamente reconheceram a profundidade da reforma. Ao não realizar uma análise compreensiva do negócio, as empresas podem enfrentar grandes dificuldades. Essa expansão de entendimento fez com que lideranças de diversas áreas, como finanças e tecnologia da informação, compreendessem a complexidade da situação.
Durante a implementação da reforma, Danilo categorizou as empresas em três grupos: as que participaram ativamente das discussões, as que se prepararam à distância e as que ainda não perceberam a magnitude das transformações. O principal desafio enfrentado foi convencer as lideranças da necessidade de mudanças que vão além das trocas de tributos, exigindo um repensar das operações e estruturas organizacionais.
Além das questões empresariais, Danilo aprofundou a relação entre tributos e a sociedade, ressaltando como a tributação molda comportamentos econômicos. A forma como os tributos influenciam nossas escolhas no mercado é um aspecto frequentemente menosprezado, e ele sugere que até novas combinações de produtos nas prateleiras podem ter motivações tributárias por trás.
Ao avaliar a carga tributária brasileira, Danilo se referiu à Curva de Laffer, que sugere que um excesso de tributação pode reduzir a arrecadação ao fomentar a informalidade e sonegação fiscal. Quando as empresas percebem que é mais vantajoso evitar a tributação, o ambiente se torna hostil e pode levar a soluções não regulamentadas, o que, por sua vez, impacta a economia como um todo. Isso pode ser particularmente prejudicial para a mobilidade e eficiência empresarial, pois desencoraja novas investidas e inovações.
Outro ponto em destaque foi o imposto seletivo, que, embora lógico em termos de política pública, levanta dúvidas sobre sua eficácia em mudar hábitos de consumo. Danilo espera que os recursos gerados sejam direcionados para políticas sociais benéficas à população, o que poderia, em última análise, contribuir para um ciclo de mobilidade e acesso mais equitativo.
A reflexão sobre o impacto da reforma do consumo é vital não só para empresas, mas para a sociedade como um todo, incluindo motoristas e cidadãos que dependem de um sistema econômico mais justo e organizado. A adaptação às novas regras poderá resultar em um ambiente mais favorável à inovação e à mobilidade de recursos, refletindo-se positivamente no cotidiano das pessoas e na dinâmica do mercado.
Fonte: reformatributaria






