Aumento do petróleo impulsiona inflação em 60% no 1T26, aponta Daycoval.

Choque de Oferta? Alta do Petróleo é Responsável por 60% da Inflação no 1T26
O Banco Daycoval, em um estudo recente, apontou que o choque de oferta se configura como o principal responsável pela alta da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Este fator representa cerca de 60% do avanço do índice nos primeiros três meses de 2026.
Durante esse período, o IPCA registrou uma alta de 1,4%, demonstrando uma recuperação significativa após a desaceleração observada em 2025. O choque no preço do petróleo se destaca como um determinante crucial para o aumento dos preços administrados, especialmente dos combustíveis.
Além das consequências imediatas sobre o custo dos combustíveis, a alta do petróleo também gera impactos secundários em bens industriais e, no médio prazo, nas expectativas inflacionárias para serviços. Esses efeitos são essenciais para a mobilidade dos motoristas, uma vez que o aumento nos preços de combustíveis pode refletir no custo do transporte e na acessibilidade a serviços essenciais.
A inflação de serviços, em particular, é uma preocupação constante para o Banco Central, dado que tende a apresentar uma dinâmica mais perene. Embora tenha havido um alívio nas leituras recentes dessa categoria, o aumento sustentado do petróleo mantém as expectativas inflacionárias elevadas, o que tem um impacto direto na gestão do orçamento familiar e na mobilidade urbana.
No que diz respeito à demanda, o componente inflacionário contribuiu com um avanço significativo no primeiro trimestre de 2026, evidenciando que a economia está operando acima de sua capacidade, embora com sinais de perda de força desde o pico de 2024. Esta situação é preocupante para motoristas e usuários dos serviços de transporte, que se veem, cada vez mais, afetados por um cenário econômico instável que eleva o custo de vida.
Os economistas do Daycoval indicam que as expectativas de inflação para o próximo ano são particularmente sensíveis a fatores de oferta, como o preço do petróleo. O aumento das expectativas de inflação e a pressão contínua sobre os preços dos serviços podem transformar o cenário econômico em um ciclo vicioso, complicando ainda mais a política monetária do Banco Central, que persiste na tentativa de convergir a inflação para a meta de 3%.
Nesse contexto desafiador, a vigilância sobre a demanda e as expectativas inflacionárias se torna vital. Para os motoristas, isso significa não apenas monitorar o preço dos combustíveis como também manter uma atenção constante sobre como as condições econômicas podem influenciar suas rotinas de mobilidade e consumo.
Fonte: Money Times





