Abralog discute falta de mão de obra e e-commerce no Brasil Caminhoneiro.

No "Brasil Caminhoneiro", Abralog Aborda Escassez de Mão de Obra e Migração para o E-commerce
Pedro Moreira, presidente da Abralog, participou do programa Brasil Caminhoneiro, exibido em 26 de abril de 2026, e destacou os impactos do e-commerce na logística, com especial foco na migração de motoristas para operações de last mile.
Moreira enfatizou que a infraestrutura de transportes continua sendo um dos maiores desafios para o setor. Historicamente, o Brasil tem investido uma fração reduzida do PIB em transportes, alcançando patamares críticos, como 0,5% e até 0,2% em certos períodos. A falta de investimento consistentemente afeta diretamente a capacidade de mobilidade dos motoristas e, por consequência, a eficiência da logística no país.
Para reverter essa situação, Moreira defendeu a necessidade de um ciclo robusto de investimentos, estimando que sejam necessários aportes de 3% a 4% do PIB anualmente, por um período de 15 a 20 anos, para elevar o Brasil a um nível de competitividade similar ao de economias mais desenvolvidas. Esta visão não apenas beneficia o setor de transporte, mas melhora a mobilidade geral, facilitando o deslocamento e a entrega de produtos, o que, em última análise, afeta todos os cidadãos.
Outro tema abordado foi a escassez de mão de obra. Moreira apontou a falta de motoristas como um problema persistente, distribuído globalmente, incluindo na Europa e nos Estados Unidos. O envelhecimento da categoria e a falta de atratividade da profissão para as novas gerações criam uma situação que exige respostas eficazes do setor e políticas direcionadas à formação e retenção de novos profissionais.
Motoristas Miram E-commerce
Sobre a migração de motoristas para operações de last mile, Moreira observou que o crescimento do e-commerce está moldando uma nova dinâmica no setor. Com a expansão das entregas urbanas e a demanda crescente por serviços rápidos, muitos motoristas estão abandonando o transporte rodoviário de longa distância em favor de atividades de distribuição final, predominantemente em áreas urbanas.
Essa mudança não apenas reconfigura a oferta de mão de obra, mas também pressiona as operações a serem mais eficientes e tecnológicas, exigindo adaptações nas redes logísticas para atender prazos curtos e volumes fragmentados. Para os motoristas, isso representa uma oportunidade de se reconectar com o mercado e se adaptar às novas demandas, mas também requer habilidades aprimoradas e uma rápida adaptação a novas tecnologias.
Essas transformações no setor de transporte e logística impactam diretamente a mobilidade urbana como um todo. A forma como motoristas e empresas se adaptam às exigências do e-commerce pode levar a melhorias significativas na entrega de bens e serviços, beneficiando toda a sociedade.
Fonte: Abralog






