Marinha dos EUA opta por submarino robótico para implantar drones subaquáticos.

Marinha dos EUA escolhe submarino robô para lançar enxames de drones subaquáticos
A Marinha americana acaba de definir uma peça fundamental de sua estratégia de guerra submarina futura. O submarino autônomo Dive-XL, da Anduril, foi selecionado para o projeto Combat Autonomous Maritime Platform (CAMP), que visa criar uma frota de “navios-mãe” capazes de liberar veículos menores e torpedos de forma totalmente autônoma.
Nos últimos anos, os enxames de drones aéreos têm ganhado destaque, mas agora essa tecnologia está se aprofundando nos oceanos. Marinhas de todo o mundo estão reavaliando suas estratégias, passando a encarar esses sistemas como um trunfo estratégico essencial, em vez de uma ameaça.
A ideia por trás dessa mudança é simples: frotas híbridas, com embarcações tripuladas e autônomas, podem monitorar áreas muito maiores. Isso libera os navios convencionais para missões prioritárias, enquanto os drones atuam como plataformas de armas e multiplicadores de força.
Entretanto, um desafio prático surge: adquirir a quantidade necessária de equipamentos em tempo hábil para impactar o campo de batalha. O projeto CAMP se propõe a resolver essa questão, com a missão de criar protótipos e implantar grandes submarinos autônomos rapidamente, suprindo lacunas na logística submarina e nas capacidades de ataque a longa distância.
Nesse novo cenário, a velocidade de implementação é crucial. Mesmo que a tecnologia seja de ponta, ela deve ser operacionalizada rapidamente para ser eficaz nas águas estratégicas.
Por que o Dive-XL foi escolhido
O submarino da Anduril se destacou por ser ideal para a chamada “guerra submarina definida por software.” Seu design permite produção em massa, mantendo a capacidade de lançar sistemas autônomos menores, que são essenciais para a Marinha.
A inovação está na construção. A Anduril optou por um design modular, abandonando o casco pressurizado tradicional. Essa mudança reduz custo e peso, facilitando a fabricação e personalização — características vitais quando se busca produzir em larga escala.
A experiência adquirida com o programa Ghost Shark da Marinha Real Australiana também foi um diferencial. Com 8,2 metros de comprimento e capacidade de mergulho a 6 mil metros, o Dive-XL possui um impressionante desempenho operacional, incluindo 100 horas submerso em testes.
Outro ponto inteligente é a logística: o Dive-XL cabe em um contêiner de transporte padrão, permitindo um deslocamento rápido por aviões. Seu design modular permite configurações específicas conforme a missão — desde Inteligência e Vigilância até contramedidas antissubmarinas.
Além disso, sua capacidade de lançar drones menores, como o Copperhead AUV, transforma o submarino em uma rede de sensores e armas distribuídas na área de operação.
Uma demonstração operacional está programada para os próximos meses, prometendo ser a primeira chance de observar o sistema em condições reais, testando suas diversas capacidades.
Impactos na Mobilidade e na Segurança
Esse avanço não se restringe ao domínio militar. As inovações propostas pela Marinha dos EUA têm potencial para impactar a mobilidade marinha em geral. A tecnologia utilizada, se adaptável e escalável, pode oferecer soluções para a logística de transporte aquático e até mesmo auxiliar na pesquisa subaquática e na prevenção de desastres naturais.
Além de otimizar as operações navais, essa abordagem pode reduzir custos operacionais e aumentar a segurança nas rotas marítimas, favorecendo, assim, um fluxo mais eficiente de mercadorias. Ao garantir monitoramento e proteção melhores, espera-se que haja um impacto positivo nos sistemas de transporte marítimo global.
Fonte: Olhar Digital






