Bets capturam parte do consumo; shoppings apostam em lazer e serviços.

Bets roubam fatia do consumo, e shoppings investem em lazer e serviços

Recentemente, a popularização dos sites de apostas, as chamadas bets, trouxe um impacto significativo no comércio brasileiro, especialmente no setor de shoppings. Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), observa que essas plataformas estão desviando recursos do consumo em lojas físicas. Com um movimento anual de cerca de R$ 30 bilhões, muitos consumidores estão priorizando as apostas, o que os coloca em uma posição financeira mais delicada.

A concorrência também se intensifica com o crescimento do comércio eletrônico, que oferece entregas mais rápidas e abrangentes, afastando ainda mais os consumidores das visitas aos shoppings. A ideia de sair de casa para comprar algo, que antes era comum, agora é superada pela comodidade das compras online.

Em resposta a esses desafios, os shoppings estão se reinventando. Eles não se limitam apenas a vender produtos; agora agregam opções de lazer, alimentação e serviços. Academias, clínicas e centros de estética estão se tornando parte da experiência do consumidor, atraindo um público que busca mais do que apenas compras. Como resultado, o tempo médio de permanência nos shoppings aumentou para 80 minutos, um índice recorde que demonstra essa nova tendência.

Além disso, o crescimento de 1,2% nas vendas em 2025 em comparação com o ano anterior é um sinal otimista em um cenário desafiador. Embora o presidente da Abrasce tenha mencionado que as condições financeiras dificultaram um crescimento mais robusto, fatores como o aumento do emprego e da massa salarial têm contribuído para aliviar o impacto do cenário econômico.

Observando o futuro, o detentor da Abrasce aponta que os 81 shoppings inaugurados desde 2020 ainda estão em um processo de amadurecimento, o que pode estar contribuindo para resultados abaixo do potencial. No entanto, a expectativa é de que, com o tempo, esses novos empreendimentos se posicionem de forma mais forte no mercado.

Para os motoristas, esse cenário apresenta tanto desafios quanto oportunidades. A necessidade de se deslocar para experiências que vão além das compras tradicionais pode gerar um aumento no tráfego em áreas comerciais. Por outro lado, a proximidade de serviços variados pode levar a um planejamento de mobilidade mais eficaz, incentivando deslocamentos que incluem diversas atividades em um único passeio. A reestruturação dos shoppings e a integração de serviços podem melhorar a experiência do consumidor, tornando as saídas mais atrativas e minimizando a dependência de plataformas online.

Fonte: Money Times

Equipe Redação

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