Santander prevê inflação abaixo de 5% em 2025 e Selic pode cair.

Santander projeta inflação abaixo de 5% em 2025 e vê corte da Selic ‘em aberto’
O Banco Santander revisou sua projeção de inflação para 2025, diminuindo de 5,1% para 4,9%. Essa revisão é atribuída ao desempenho recente da taxa de câmbio e à desaceleração nos preços das commodities. Essa expectativa de inflação mais controlada traz consigo implicações significativas tanto para motoristas quanto para a mobilidade urbana.
A redução na inflação pode resultar em uma diminuição nos preços dos combustíveis, que são fortemente influenciados pela taxa de câmbio. Se a tendência de preços mais baixos se consolidar, os motoristas poderão sentir um alívio em seus custos diários de transporte. Isso pode levar a um aumento na circulação de veículos nas cidades, refletindo em um maior fluxo de pessoas e mercadorias, contribuindo para uma mobilidade mais dinâmica.
Ana Paula Vescovi, diretora de macroeconomia do banco, destaca que a pressão baixista nos preços é especialmente forte para bens comercializáveis. Nesse contexto, os motoristas não apenas economizariam em combustível, mas também poderiam se beneficiar de preços mais acessíveis em produtos e serviços relacionados ao setor automotivo.
Entretanto, essa trajetória otimista não está isenta de riscos. Vescovi alerta que novas surpresas na inflação, queda mais acentuada nas commodities ou uma desaceleração econômica brusca poderiam impactar as previsões. Por isso, os motoristas devem acompanhar de perto não somente as variações dos preços dos combustíveis, mas também as condições econômicas mais amplas, já que uma desaceleração poderia afetar negativamente a mobilidade urbana, resultando em menos investimentos em infraestrutura e manutenção das vias.
Em relação à taxa Selic, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa em 15% ao ano, sinalizando que o primeiro corte pode ocorrer apenas em 2026, o que sugere um ambiente econômico ainda restritivo. Essa abordagem conservadora pode impactar o crédito automotivo. A longo prazo, se a Selic for reduzida, pode haver um estímulo ao consumo, possibilitando que mais motoristas consigam adquirir ou financiar veículos, resultando em um aumento da frota.
Ainda considerando o mercado de trabalho, que continua demonstrando resiliência, o poder aquisitivo das famílias pode se fortalecer com isenções de impostos. Isso pode estimular ainda mais o consumo e, consequentemente, a mobilidade. Em suma, a combinação de inflação controlada e possíveis cortes na Selic oferece um cenário promissor para motoristas, apesar dos desafios e incertezas que podem surgir.
Fonte: Money Times





