China superará a Austrália como líder em mineração de lítio até 2026.

Expectativa aponta que a China superará a Austrália como maior produtora de lítio em 2026.
Estima-se que, até o próximo ano, a China se tornará a principal produtora de lítio, ultrapassando a Austrália, segundo análises de especialistas do setor. Este crescimento é projetado para continuar até 2035, mesmo que muitas empresas chinesas ainda enfrentem desafios de rentabilidade.
Essas previsões destacam a influência da China na cadeia global de suprimentos de metais, com o país sendo responsável pela extração e refino de mais da metade dos minerais críticos em todo o mundo.
“A China possui uma estratégia clara para o desenvolvimento de seus recursos minerais”, comentou um especialista em matérias-primas para baterias em uma recente conferência do setor.
A Austrália dominou a mineração de lítio desde 2017, mas atualmente está enfrentando uma redução na produção, em parte devido à queda nos preços globais do lítio.
Projeções indicam que, até o final de 2024, as mineradoras chinesas devem extrair entre 8.000 e 10.000 toneladas a mais do que as australianas, um aumento considerável em relação a 2023, ano em que a China ocupava a terceira posição na produção global.
Até 2035, espera-se que a China extraia 900.000 toneladas de lítio, em comparação com 680.000 toneladas da Austrália, 435.000 do Chile e 380.000 da Argentina.
Custo e Impacto Ambiental da Mineração Chinesa
O crescimento da produção chinesa é impulsionado principalmente pela extração de lepidolita, um mineral encontrado em sua região sul. Esse tipo de mineração tem custos mais elevados e pode ter efeitos ambientais negativos, incluindo a poluição de recursos hídricos.
As empresas de lítio na China hesitam em reduzir a produção, principalmente devido ao apoio governamental e à pressão local para manter as operações e os empregos. Isso faz com que, mesmo em um cenário de baixa lucratividade, essa continuidade na produção faça sentido estratégico.
A CATL, uma das principais gigantes do setor, retomou a produção em uma mina estratégica após uma breve interrupção. Além disso, a China lidera o mercado de refino de lítio, com uma participação de cerca de 70%. No entanto, investimentos em outras regiões podem reduzir essa quota para 60% até 2035. A dominância chinesa também se reflete nas vendas de veículos elétricos, com mais de 60% das vendas globais ocorrendo no país.





