Reforma faz 20% das grandes empresas reconsiderarem CD.

Reforma leva uma em cada cinco grandes empresas a planejar mudança de CD
Uma em cada cinco das maiores empresas do Brasil está considerando mudar a localização de seus centros de distribuição em função da reforma tributária. Essa informação, revelada por uma pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) referente ao primeiro semestre de 2026, demonstra um início de reorganização na geografia logística do país.
O estudo aponta um aumento nas operações logísticas em São Paulo, que abriga o maior mercado consumidor do Brasil. Com a substituição do ICMS pelo IBS, a decisão sobre onde instalar centros de distribuição passa a levar em consideração aspectos como eficiência da malha, redução de custos logísticos e proximidade do consumidor. Isso reflete uma mudança significativa nos critérios de localização, que antes eram fortemente influenciados por benefícios fiscais estaduais.
A pesquisa também revela um otimismo moderado entre as empresas acerca do impacto da reforma no supply chain, com 45% acreditando que terá um efeito positivo ou muito positivo, enquanto 38% têm uma visão negativa. No entanto, 65% delas consideram que a reforma resultará em uma operação logística mais otimizada.
A realocação dos centros de distribuição será gradual, ao longo dos próximos anos. Apesar disso, a preparação das empresas para as mudanças é insuficiente, com apenas 13% se considerando totalmente prontas. Essa falta de planejamento destaca um desafio importante para as empresas, que precisam adaptar suas redes logísticas, localização de centros, e operações de transporte e armazenamento.
A reforma também traz incerteza quanto aos custos operacionais. Embora algumas empresas vejam uma oportunidade de redução de custos, a maioria está mais pessimista, prevendo aumentos em várias áreas. Essa situação exige que as empresas reajustem suas estratégias logísticas para se manter competitivas em um ambiente em mudança.
Para os motoristas e para a mobilidade geral, essas mudanças podem ter impactos significativos. A otimização da malha logística pode resultar em rotas mais eficientes e menos congestionamento nas rodovias, melhorando o fluxo de transporte e reduzindo custos para os motoristas. No entanto, se a realocação não for bem planejada, pode haver períodos de adaptação onde o tráfego pode ser afetado negativamente.
A nova dinâmica, portanto, traz tanto oportunidades quanto desafios. As empresas que conseguirem se adaptar rapidamente às novas exigências da reforma tributária não apenas estarão mais posicionadas para prosperar, mas também poderão contribuir para uma mobilidade mais eficiente em todo o Brasil.
Fonte: www.abralog






