FRENLOGI discute PL 2373/25 e os desafios da infraestrutura no Brasil

Café com a FRENLOGI debate o PL 2373/25 e os desafios para ampliar investimentos em infraestrutura no Brasil

A Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), em parceria com o Instituto Brasil Logística (IBL), promoveu uma importante discussão no Senado Federal sobre o PL 2373/2025, que visa modernizar as concessões e parcerias público-privadas (PPPs). Esta proposta, já aprovada pela Câmara, espera agora tramitar no Senado, com a promessa de impactar diretamente a infraestrutura do país.

Entre os participantes estiveram o senador Zequinha Marinho, a diretora-executiva do IBL, Rebeca Albuquerque, e representantes do setor produtivo, todos unânimes em destacar a urgência de implementar projetos estratégicos. Marinho fez menção a entraves na Amazônia, como a construção de hidrovias e a Ferrogrão, que poderia diminuir drasticamente as emissões de CO₂ ao transformar o transporte de cargas, um benefício significativo tanto para motoristas quanto para a mobilidade geral.

Durante o evento, Ronei Glanzmann, presidente do MOVEINFRA, enfatizou a necessidade de celeridade na tramitação do PL, ressaltando que este projeto já passou por discussão extensa na Câmara e está pronto para avançar. A expectativa é de que a nova legislação possa servir como um catalisador para atração de investimentos, o que é essencial para melhorar as condições de transporte e mobilidade em todo o Brasil.

Um dos pontos-chave abordados foi a segurança jurídica. Glanzmann e Guilherme Bianco, da ABCR, destacaram que a atualização da legislação é vital para criar um ambiente mais estável e previsível para investidores. Essa segurança é crucial para motoristas e usuários de transporte, pois contribui para a redução de incertezas que frequentemente atrasam ou até paralisam obras e investimentos.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) trouxe à tona dados alarmantes sobre os investimentos em infraestrutura, apontando uma queda significativa ao longo das décadas. O investimento atual é de apenas 0,13% do PIB, uma cifra que contrasta fortemente com os 2% registrados em 1975. Este déficit não apenas afeta a infraestrutura como um todo, mas tem repercussões diretas sobre a mobilidade dos motoristas, tornando as estradas mais perigosas e ineficientes.

Sérgio Aquino, presidente da FENOP, fez um apelo para que sejam implementadas soluções estruturais, movendo o debate para a identificação de problemas de forma proativa, em vez de apenas reagir a crises. A profissionalização no setor portuário e a valorização das administrações também foram tópicos importantes discutidos durante o café, com implicações diretas para a logística e transporte, fundamentais para motoristas e para a economia nacional.

Outro ponto relevante na pauta foi a carga tributária sobre pedágios, que representa cerca de 30% do valor das tarifas. Essa oneração pode ser um entrave significativo para motoristas e pequenas transportadoras, dificultando a sustentabilidade do setor. O debate sobre alternativas para reduzir esses impostos pode não apenas aliviar o custo para os motoristas, mas também incentivar o uso de modais mais eficientes.

A mobilização após as eleições e a expectativa pela designação de um relator no Senado foram ressaltadas como fundamentais para garantir que a infraestrutura avance além dos ciclos políticos, favorecendo um ambiente mais sustentável e prático para motoristas e usuários de transporte.

A discussão em torno do PL 2373/25 é um passo importante rumo à modernização da infraestrutura no Brasil, promovendo um ecossistema mais forte e eficiente. O caminho para melhorias significativas na mobilidade é um desafio complexo, mas a colaboração entre setores público e privado pode ser a chave para superá-lo.

Fonte: IBL

Equipe Redação

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