Parcela de caminhão novo pode ser quase cinco vezes o salário do motorista.

Parcela de caminhão novo pode ser quase cinco vezes maior que o salário do carreteiro

Uma transportadora pode arcar mensalmente com um valor extremamente superior pela prestação do caminhão do que pelo salário-base do motorista encarregado de conduzir o veículo.

Por exemplo, em 2026, um Volvo FH 540 6×2 zero-quilômetro tinha um valor de referência próximo de R$ 1,108 milhão. Esse preço varia conforme a versão, negociações, equipamentos e implementos escolhidos.

Para as empresas do transporte rodoviário, o programa BNDES Mais Mobilidade disponibiliza financiamento de até 100% dos itens, com prazo de até 60 meses, inclusive um período de carência. As condições finais, porém, dependem da análise do banco e das garantias apresentadas.

Realizando um cálculo simples, dividindo R$ 1,108 milhão por 60 meses, a transportadora enfrentaria um custo aproximado de R$ 18,4 mil por mês, antes de juros, seguros e outras tarifas. Com uma entrada de 20%, o valor restante dividido pelo mesmo prazo resultaria em cerca de R$ 14,7 mil mensais, ainda sem considerar os juros do financiamento.

Em contrapartida, uma convenção coletiva válida em 2026 estipulou um piso de R$ 3.008 para condutores de carreta, treminhão e bitrem. Este valor não inclui horas extras, adicional noturno, prêmios, férias, 13º salário e FGTS.

Comparação mensal

  • Parcela sem entrada e sem juros: cerca de R$ 18,4 mil
  • Parcela com entrada de 20% e sem juros: cerca de R$ 14,7 mil
  • Piso salarial do motorista: R$ 3.008

Com uma entrada de 20%, a parcela básica do caminhão seria praticamente cinco vezes maior que o piso do motorista. Sem entrada, esse valor superaria seis salários.

É essencial considerar que essa comparação é apenas com o salário-base. O custo total do funcionário para a transportadora inclui encargos, benefícios, horas extras, diárias e outros pagamentos. Por outro lado, o caminhão traz despesas com combustível, pneus, manutenção, seguro, impostos e pedágios.

Na prática, uma empresa pode destinar mais de R$ 14 mil por mês ao financiamento do veículo, enquanto paga cerca de R$ 3 mil como salário-base ao motorista, que é quem enfrenta a estrada e garante que o caminhão permaneça produtivo.

Essa diferença significativa nos gastos evidencia uma realidade desafiadora para o setor. As transportadoras precisam otimizar seus custos e encontrar maneiras de equilibrar as finanças, garantindo ao mesmo tempo que os motoristas sejam devidamente compensados por seu trabalho essencial. A mobilidade geral no país depende da valorização desses profissionais, pois eles desempenham um papel crucial na logística e na economia.

Fonte: brasildotrecho

Equipe Redação

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