Fórum discutirá transição energética na logística de cargas rodoviárias.

Fórum Debaterá Transição Energética na Logística: Caminho Lento para os Caminhões Elétricos

Executivos de supply chain da indústria, varejo, e-commerce e operadores logísticos estarão reunidos no Fórum 2026 do Instituto de Logística e Supply Chain, programado para os dias 19 e 20 de agosto. O foco da discussão será a mudança da matriz energética, um tema crucial para o futuro da logística no Brasil.

A eletrificação da frota brasileira avança em um ritmo lento. Maria Fernanda Hijjar, sócia-executiva do Instituto, aponta que, em 2025, os caminhões elétricos representaram apenas 0,4% das vendas totais, enquanto a produção nacional alcançou 124.116 unidades. Essa taxa de adoção acende um alerta sobre a competitividade do setor no cenário global.

A comparação com mercados mais avançados, onde os caminhões elétricos ocupam 26% das vendas na China e 4% na União Europeia, destaca os obstáculos a serem superados no Brasil. O custo elevado de aquisição, a escassez de infraestrutura de recarga e as características específicas das operações rodoviárias restringem a expansão da eletrificação.

O avanço tende a ocorrer primeiro em operações urbanas e regionais, onde as rotas são mais previsíveis, a quilometragem diária é menor e há a possibilidade de recarga nos pontos de operação. Para as operações de longa distância, a autonomia das baterias, o desenvolvimento da infraestrutura de recarga e a redução do custo total de propriedade dos veículos são fatores determinantes para a adoção.

Essas mudanças não vêm apenas como uma resposta a pressões ambientais, mas também como uma oportunidade para transformar a mobilidade no Brasil. A adoção de caminhões elétricos pode resultar em uma logística mais eficiente e sustentável, além de melhorar a qualidade do ar nas cidades e contribuir para a saúde pública.

Maria Fernanda ressalta que o movimento observado em mercados mais desenvolvidos é uma tendência de longo prazo que demanda a atenção das empresas brasileiras. Diante de metas de descarbonização que se tornam cada vez mais relevantes nas cadeias globais de suprimentos, a transição energética na logística não é apenas uma questão de inovação, mas também de sobrevivência no mercado competitivo.

Fonte: Abralog

Equipe Redação

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