Frete rodoviário recua 6,85% em maio após alta safra de soja.

Frete Rodoviário Cai 6,85% em Maio Após Pico da Safra de Soja em Abril
O frete rodoviário de cargas no Brasil recuou 6,85% em maio, em comparação com abril, encerrando o mês em R$ 0,401 por tonelada por quilômetro rodado. Essa queda se segue a um aumento robusto em abril, impulsionado pelo escoamento intenso da safra de soja.
Embora a redução mensal seja evidente, é importante notar que o indicador ainda está 18,6% acima do que foi registrado em maio de 2022. Isso demonstra um ambiente de demanda logística ativo, impulsionado pelo agronegócio e pela expectativa da chegada da segunda safra de milho.
Regionalmente, o Sudeste se destacou com o maior valor médio de frete do país, alcançando R$ 0,432 por tonelada por quilômetro rodado. Em sequência estão o Sul (R$ 0,383), Nordeste (R$ 0,351), Centro-Oeste (R$ 0,331) e Norte (R$ 0,316). Esses dados não apenas refletem as dinâmicas de oferta e demanda, mas também têm impactos diretos sobre os motoristas, que enfrentam variações nos custos operacionais.
Modelos de caminhões diferentes também apresentam variações significativas. Os caminhões baú, por exemplo, lideram com um valor médio de R$ 0,629 por tonelada por quilômetro rodado. Já os caminhões sider e graneleiro têm valores médios de R$ 0,545 e R$ 0,343, respectivamente. Este panorama aponta para a diversificação nas necessidades de transporte, o que pode influenciar a escolha de veículos e as estratégias de operação dos motoristas.
Em 2026, observou-se um aumento considerável nos fretes de caminhões graneleiros, que avançaram 13,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as caçambas registraram uma alta de 17,7%. Isso evidencia a adaptação do mercado às demandas específicas do agronegócio e pode indicar uma necessidade de os motoristas se atualizarem em relação às melhores práticas e veículos.
A plataforma Frete.com, que conecta cerca de 25 mil empresas a 900 mil motoristas, movimentou mais de R$ 80 bilhões em pagamentos ao longo de 2022. Esse ecossistema não só oferece oportunidades de trabalho, mas também contribui para a fluidez da mobilidade nas estradas brasileiras.
Em suma, a recente queda nos preços de frete rodoviário ressalta a importância de um acompanhamento constante das dinâmicas do mercado. Para os motoristas, isso representa não apenas desafios, mas também oportunidades para otimizar suas operações e melhorar a eficiência logística. A mobilidade geral no Brasil, impulsionada por um setor de transportes adaptável e conectado, é essencial para o crescimento econômico e a sustentabilidade do agronegócio.






