Transporte pode precisar aumentar estoquistas com fim da escala 6×1.

Fim da Escala 6×1: Implicações para Transportadoras e a Mobilidade
O fim da escala 6×1 no Brasil pode levar transportadoras a reforçar suas equipes de estoquistas e almoxarifes, uma mudança necessária para garantir o atendimento contínuo aos caminhões durante os finais de semana. Essa reestruturação das equipes será particularmente importante para as empresas que operam oficinas aos sábados e domingos.
A Emenda Constitucional nº 141, que entra em vigor em 16 de dezembro de 2026, promove a transição para a escala 5×2, permitindo dois dias de descanso por semana e uma redução gradual da jornada de trabalho, sem corte salarial. Isso implica que as transportadoras precisarão planejar cuidadosamente a reposição e a manutenção de suas frotas.
Atualmente, muitos caminhões passam por manutenção preventiva e corretiva nos fins de semana, e os mecânicos dependem do suporte dos estoquistas para a disponibilidade imediata de peças como filtros, lubrificantes e correias. Com menos pessoas trabalhando por turno, as empresas precisarão assegurar que os almoxarifados permaneçam operacionais durante esses períodos críticos.
Uma solução viável para essa nova realidade pode ser a ampliação das equipes e a criação de escalas de revezamento, garantindo que os mecânicos tenham o suporte necessário e, ao mesmo tempo, respeitando os dias de descanso dos trabalhadores. Essa mudança não apenas atende à necessidade operacional, mas também oferece novas oportunidades para aqueles em busca de trabalho nas áreas de estoquista e controle de peças.
Além de contratações, as transportadoras poderão investir em sistemas mais eficientes de gerenciamento de estoque e planejamento de manutenções. Isso é crucial, pois um caminhão parado sem a liberação de peças necessárias pode resultar em grandes atrasos na entrega e prejuízos financeiros, o que afeta não apenas as empresas, mas também toda a cadeia de fornecimento e a mobilidade geral.
A nova legislação estabelece um limite inicial de 42 horas semanais, com a possibilidade de redução para 40 horas após o período de transição. Embora a reorganização seja necessária, a lei não obriga as transportadoras a reforçarem suas equipes de estoquistas; cada empresa terá a flexibilidade de decidir como organizar suas operações, respeitando sempre a legislação trabalhista.
Para as transportadoras com grandes frotas, manter o almoxarifado em funcionamento nos fins de semana é fundamental. Com a expectativa de que a transição para a escala 5×2 aumente a necessidade de planejamento, isso poderá criar novas oportunidades de emprego nos setores de manutenção e estoque, especialmente nas empresas que operam durante todos os dias da semana.
Assim, enquanto as transportadoras se adaptam a essas novas normativas, a mobilidade no país também poderá ser impactada positivamente, resultando em um fluxo mais eficiente de cargas e entregas. Com mais pessoal disponível e sistemas otimizados, a agilidade nas operações pode não apenas melhorar a eficiência interna das transportadoras, mas também contribuir para uma maior dinâmica no transporte de mercadorias em geral.
Fonte: brasildotrecho






