VLI inicia transporte ferroviário de sorgo para exportação

A VLI deu um passo importante ao iniciar o transporte ferroviário de sorgo para exportação. Com operações em três corredores logísticos que interligam as regiões produtivas do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste aos portos do Brasil, a empresa projeta movimentar mais de 800 mil toneladas do grão até o final de 2026. Essa iniciativa não apenas reforça a presença da ferrovia no escoamento de produtos agrícolas, mas também traz benefícios diretos para os motoristas, ao desviar parte do tráfego de cargas das estradas, reduzindo congestionamentos e melhorando a segurança nas vias.
Os primeiros embarques foram realizados em setembro, com as cargas destinadas à China. Ao longo do mês, mais de 250 mil toneladas foram transportadas, sendo 160 mil pelo Porto de Tubarão, no Espírito Santo, e 90 mil pelo Porto de Santos, em São Paulo. Essa movimentação evidencia como a logística ferroviária pode ser mais eficiente e sustentável, minimizando o impacto ambiental em comparação ao transporte rodoviário, além de oferecer economia de custos para os produtores.
Na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), o sorgo é transportado por dois corredores: o Leste, com origem em Araguari (MG) e destino ao Porto de Tubarão, e o Sudeste, que liga Uberaba (MG) ao Porto de Santos. O início das operações no Corredor Norte, através da Ferrovia Norte-Sul, atende produtores do Matopiba. As primeiras cargas, oriundas da Bahia, Maranhão e Tocantins, foram levadas até o Porto do Itaqui, com embarques rumo à China e ao norte da África programados para outubro.
Diversificação das cargas ferroviárias
Segundo a VLI, essa operação representa a primeira movimentação ferroviária de sorgo brasileiro voltada para a exportação. Para incorporar esse produto às rotas já existentes, a companhia realizou adaptações operacionais e capacitou suas equipes, utilizando a infraestrutura logística disponível. Essa diversificação no transporte não só amplia as opções de carga da empresa, como também traz vantagens para a mobilidade geral, pois a utilização da ferrovia alivia a pressão sobre as rodovias.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que Goiás responde por 26% da produção nacional de sorgo, seguido por Minas Gerais com 19%. Estes estados são fundamentais no abastecimento das linhas ferroviárias. O sorgo, que é utilizado na alimentação animal, na produção de etanol e em diversas aplicações industriais, abre novas frentes de trabalho para a logística ferroviária no Brasil, especialmente em corredores que já escoam grãos. A expansão das exportações, portanto, não apenas beneficia o agronegócio, mas também contribui para a melhoria da mobilidade nas estradas, ao promover o uso eficiente da infraestrutura de transporte disponível.
Fonte: transportemoderno






