Queda de 34% nas contratações de motoristas de ônibus em três meses

Contratações de motoristas de ônibus caem 34% em três meses
As empresas brasileiras contrataram 25.143 motoristas de ônibus urbanos entre fevereiro e maio de 2026. No mesmo período, 19.988 trabalhadores deixaram seus empregos, resultando em uma diferença positiva de 5.155 vínculos formais. Esses números, obtidos por meio do levantamento do Empregando Brasil, refletem a dinâmica do mercado e foram classificados sob o código 7824-10 da Classificação Brasileira de Ocupações.
Fevereiro registrou o maior índice de movimentação, com 7.810 admissões e 4.773 desligamentos, resultando em um aumento de 3.037 motoristas no mercado. No entanto, os meses subsequentes demonstraram uma queda significativa nas contratações. Em março, foram 6.532 novos profissionais, mas 5.509 saídas, reduzindo o saldo para 1.023. Abril trouxe 5.675 admissões e 5.012 desligamentos, resultando em apenas 663 novos empregos. Maio ainda apresentou mais entradas do que saídas, mas com uma margem reduzida, encerrando o mês com 5.126 contratações e 4.694 desligamentos, um saldo de 432 empregos.
Entre fevereiro e maio, o número mensal de admissões diminuiu em 34%. Por outro lado, as saídas permaneceram relativamente estáveis, caindo de 4.773 para 4.694, resultando em uma queda acentuada no saldo de novos vínculos.
É importante destacar que o termo “desligamento” abrange não apenas demissões, mas também pedidos de demissão, término de contratos, aposentadorias e outras formas de encerramento. Os dados apresentados refletem apenas os trabalhadores formais, ou seja, motoristas autônomos e informais não estão incluídos nesse levantamento.
A queda nas contratações traz à tona questões relevantes sobre a mobilidade urbana e o impacto na prestação de serviços essenciais à população. A redução no número de motoristas de ônibus pode gerar consequências diretas na oferta de transporte público, levando a um possível aumento na sobrecarga dos sistemas existentes e, consequentemente, na insatisfação dos usuários.
Do ponto de vista dos motoristas, a diminuição das oportunidades de emprego pode aumentar a competitividade e, em alguns casos, levar à precarização das condições de trabalho. Faz-se necessário um diálogo entre empresas, poder público e sociedade civil para buscar soluções que garantam a manutenção de um transporte público de qualidade, além de fomentar a inclusão social e a valorização do trabalhador.
Fonte
brasildotrecho






