Crescimento de fundos logísticos com R$ 1 bilhão em transações em 2026

Fundos Logísticos Ganham Força com Mais de R$ 1 Bilhão em Transações no Início de 2026
Os fundos imobiliários logísticos estão se destacando de maneira significativa no cenário do mercado imobiliário brasileiro. As transações envolvendo ativos logísticos ultrapassaram R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, conforme dados da Colliers, sinalizando um aquecimento notável do setor e um crescente interesse de investidores, tanto institucionais quanto pessoas físicas.
Esse movimento é impulsionado por um contexto marcado pela forte demanda por galpões logísticos, principalmente devido à expansão do e-commerce. Em março de 2026, o número de investidores em fundos imobiliários atingiu a marca de 3,13 milhões, um recorde histórico, refletindo a confiança dos investidores neste segmento. O patrimônio sob gestão está em torno de R$ 198 bilhões, distribuído em 434 fundos listados.
Os ativos logísticos apresentam indicadores animadores, com a Colliers reportando a menor taxa de vacância da última década. Isso é especialmente relevante em um Brasil onde o inventário nacional aumentou em 13% em relação ao ano anterior. A eficiência dos galpões para armazenagem, separação e distribuição se torna cada vez mais necessária, impulsionando a demanda.
O avanço do comércio eletrônico é um elemento crucial nesse cenário. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) relata que o setor movimentou mais de R$ 200 bilhões em 2025 e deverá superar R$ 258 bilhões em 2026. Essa necessidade crescente por estruturas logísticas eficientes é um fator relevante, posicionando os galpões logísticos no centro da estratégia de distribuição das empresas.
De acordo com Ricardo Betancourt, CEO da Colliers, os fundamentos do setor permanecem positivos. Ele destaca que o mercado logístico começa 2026 com todos os indicadores a favor, com um inventário em expansão e a vacância em níveis mínimos. Este cenário atraente para investidores traz benefícios diretos para os motoristas, que se beneficiam de uma infraestrutura logística melhorada e mais eficiente.
Essa melhoria na infraestrutura não só contribui para a agilidade nas entregas, mas também promove uma mobilidade urbana mais fluida, já que galpões bem localizados podem reduzir o tempo de deslocamento e congestionamento nas cidades. A projeção de um pipeline de 3,4 milhões de metros quadrados em desenvolvimento, com uma taxa de vacância estimada entre 6% e 7% ao longo de 2026, sugere que, especialmente em áreas com alta concentração de empreendimentos, o impacto positivo da logística se estenderá a todos os usuários das vias urbanas.
As perspectivas para os próximos meses permanecem otimizadas, e o crescimento dos fundos logísticos representa não apenas uma oportunidade para os investidores, mas também um fator decisivo para a modernização da mobilidade e da distribuição no Brasil. Assim, a combinação de um mercado imobiliário em expansão e a evolução do e-commerce poderá transformar a dinâmica não apenas dos negócios, mas também das cidades, beneficiando motoristas e cidadãos de maneira geral.
Fonte: Carta de Logística






