Mudanças nos sistemas tributários são a principal preocupação das empresas.

Transição entre sistemas tributários segue como maior preocupação das empresas, aponta pesquisa Tax do Amanhã
A edição de 2026 da pesquisa "Tax do Amanhã", realizada pela Deloitte, revela que a principal preocupação das empresas é a gestão simultânea de dois sistemas tributários durante a transição — um tema que já se destacava nas edições anteriores do estudo. Aproximadamente 60% das empresas indicaram essa preocupação como a mais premente, embora tenha havido uma leve diminuição em relação ao ano anterior, quando a cifra era de 66%.
Além disso, surgem questões sobre preços e margens ao lidar com fornecedores (39%) e clientes (33%), seguidas pela preocupação com o prazo para a implementação dos novos tributos, mencionada por 31% dos entrevistados. Isso demonstra um cenário complexo e desafiador para as empresas, que necessitam equilibrar suas operações em meio a transformações regulatórias.
Do ponto de vista dos motoristas e da mobilidade em geral, a reforma tributária pode ter impactos significativos. A transparência na carga fiscal, o aumento da segurança jurídica e a redução de obrigações acessórias podem promover um ambiente mais claro e eficiente para a cadeia de suprimentos. Motoristas autônomos e empresas de transporte podem se beneficiar de custos operacionais mais baixos e maior previsibilidade nos preços.
Entretanto, a expectativa de simplificação do sistema tributário parece ter diminuído. Em 2026, apenas 67% dos participantes acreditam na redução da complexidade fiscal, em comparação com 78% nos anos anteriores. Essa percepção mais cautelosa das empresas pode afetar a mobilidade, especialmente no que tange aos custos de transporte, que podem ser repassados aos consumidores. Se as empresas não conseguem mitigar os impactos financeiros das mudanças tributárias, a elevação de preços pode ser uma consequência direta, afetando tanto a acessibilidade quanto o volume de serviços disponíveis para os motoristas.
O levantamento ainda destaca que quase 90% das empresas já realizaram análises para avaliar os efeitos da reforma sobre o consumo, buscando ajustar suas operações para minimizar riscos financeiros. Esse tipo de preparação é igualmente vital para o segmento de transporte, já que um incremento na carga tributária pode levar a uma elevação nos preços dos combustíveis e, consequentemente, nas tarifas praticadas.
Outro aspecto relevante é que 57% das empresas que utilizam incentivos fiscais estão considerando alternativas para otimizar sua eficiência tributária no novo cenário, o que pode incluir ajustes na estrutura logística. Isso pode significar um redesenho da forma como as estratégias de distribuição e operação são elaboradas, impactando diretamente a disponibilidade e o custo dos serviços de transporte.
Por fim, a adaptabilidade das empresas diante das novas regras, conforme evidenciado na reforma da renda, reflete a necessidade de um planejamento rigoroso. Estratégias que garantam a continuidade operacional e a manutenção da rentabilidade são cruciais para enfrentar os desafios impostos pela transição tributária, mantendo a mobilidade e viabilidade econômica de motoristas e do setor de transporte como um todo.
Assim, a pesquisa ressalta a importância da gestão tributária eficaz e os reflexos que essas mudanças podem ter sobre a mobilidade geral e sobre a vida dos motoristas, ressaltando a interconexão entre política tributária e a dinâmica do transporte no Brasil.
Fonte: reformatributaria






