SOPESP revela análise logística do Porto de Santos com Daniela Reinehr.

SOPESP apresenta diagnóstico logístico do Porto de Santos durante painel com Daniela Reinehr

Ricardo Molitzas, vice-presidente do Conselho Gestor do Instituto Brasil Logística, diretor-executivo do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo e presidente do Conselho do Santos Export, apresentou um painel sobre o "Estudo Santos 10+ e a ampliação da capacidade de acesso ao complexo santista". Este evento ocorreu durante o último dia do Santos Export 2026.

O diretor do SOPESP trouxe à tona um estudo técnico detalhado sobre a ampliação da capacidade de acesso ao complexo santista. Este levantamento, desenvolvido ao longo de dez meses, resultou em um documento extenso que analisa a capacidade e a demanda do Porto de Santos para a próxima década, focando nos acessos rodoviários e aquaviários do maior ativo logístico do país.

Durante sua apresentação, Molitzas ressaltou que a iniciativa surgiu da necessidade de abordar as recorrentes discussões sobre os gargalos de infraestrutura e mobilidade na Baixada Santista. “Quantos anos se discute isso? Quantos anos a gente patina no desenvolvimento dessa infraestrutura?”, questionou ele, evidenciando a urgência das soluções.

Projeções para o período entre 2025 e 2035 foram utilizadas, cruzando dados de capacidade operacional e demanda portuária com as obras públicas previstas. O objetivo, conforme destacado por Molitzas, foi construir um diagnóstico técnico que subsidiasse uma discussão coletiva sobre o crescimento da Baixada Santista e do Porto de Santos.

O vice-presidente do SOPESP enfatizou a importância da inclusão dos poderes Executivo e Legislativo, além das agências reguladoras, no debate sobre projetos de infraestrutura, que exigem tempo para serem realizados. O estudo foi apresentado a órgãos como o Ministério de Portos e Aeroportos e o Tribunal de Contas da União, com a possibilidade de se criar um painel de referência sobre o tema.

A deputada federal Daniela Reinehr, presidente da Câmara Temática de Portos e Hidrovias da FRENLOGI, também participou da apresentação e sublinhou a necessidade de uma visão integrada e multimodal para a logística portuária. Reinehr afirmou que os desafios enfrentados no acesso ao Porto de Santos representam um gargalo nacional, exigindo articulação política e técnica. “Esses projetos vêm muito a calhar; nosso grande desafio é encontrar meios para suprir essas demandas de forma a integrar todo o sistema para que haja maior fluidez”, declarou.

Avanços legislativos, como o PL 733/25, foram mencionados pela deputada, propondo que parte dos recursos arrecadados em leilões portuários permaneçam nas cidades portuárias para investimentos em acessos e integração urbana. “Queremos conectar todos os atores para que possamos debater com maior profundidade e fazer os encaminhamentos necessários”, completou.

O estudo do SOPESP analisou diversos grupos de carga e aplicou projeções de demanda sobre as obras já anunciadas, servindo como um alerta para evitar que o crescimento do Porto de Santos seja comprometido por gargalos logísticos nos próximos anos.

Com essas informações, motoristas e usuários das vias que conectam a região ao porto terão um entendimento mais claro acerca do futuro da mobilidade na Baixada Santista. A melhoria da infraestrutura viária e portuária pode resultar em menos congestionamento, tempos de espera reduzidos e, em última análise, maior eficiência no transporte de mercadorias, beneficiando diretamente a economia local e nacional.

Fonte: IBL

Equipe Redação

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