RJ registra maior número de roubos de carga; medicamentos são os mais visados no 1º trimestre.

RJ lidera roubos de carga e medicamentos viram principal alvo no primeiro trimestre

Um recente relatório de segurança revela que o estado do Rio de Janeiro registrou o maior volume de roubos de carga do país durante o primeiro trimestre de 2026. Este cenário preocupante destaca a concentração das atividades de grupos criminosos em segmentos específicos dentro da cadeia de suprimentos, afetando diretamente as rodovias e vias urbanas do território fluminense.

Entre as mercadorias transportadas, os medicamentos se tornaram o principal alvo das quadrilhas que atuam na região. Essa escolha impacta não apenas o planejamento logístico, mas também os custos operacionais das empresas que atendem o setor de saúde. A insegurança resultante leva a um aumento no custo de distribuição, que inevitavelmente se reflete nas tarifas de transporte.

Os dados foram compilados no relatório “Report nstech de Roubo de Cargas”, que mapeia as ocorrências e serve como base para a formulação de novas estratégias de proteção empresarial e políticas públicas voltadas para a segurança e policiamento rodoviário. Esses dados são cruciais, uma vez que ajudam a identificar os pontos mais vulneráveis da cadeia de distribuição.

Indicadores e monitoramento de riscos

O estudo foi construído a partir do cruzamento de dados em tempo real gerados pela própria cadeia logística. As informações analisadas pela nstech foram obtidas de bancos de dados operacionais de três importantes empresas no Brasil que atuam no gerenciamento de riscos.

O compartilhamento de registros operacionais e sinistros entre as gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech permitiu traçar um perfil detalhado das abordagens criminosas, confirmando a liderança do Rio de Janeiro nas estatísticas de perdas. Essa alta incidência de ocorrências envolvendo produtos farmacêuticos exige que as transportadoras e indústrias façam investimentos em tecnologia de rastreamento, escoltas armadas e redesenho de rotas comerciais.

Essas medidas de segurança, embora necessárias, têm um impacto direto na economia do setor. O aumento dos custos operacionais, devido a sinistros e à implementação de medidas preventivas, resulta em tarifas de frete mais elevadas na região Sudeste. Isso não apenas afeta as empresas, mas também pode ter um impacto direto na disponibilidade e no preço de medicamentos para a população.

Em um cenário já desafiador de mobilidade e segurança, as consequências dos roubos de carga e a necessidade de proteção reforçada criam um ciclo que prejudica a eficiência da logística e a saúde pública. Portanto, é essencial que todos os agentes envolvidos na cadeia de suprimentos colaborem para encontrar soluções que melhorem a segurança, minimizando o impacto negativo na mobilidade e na economia local.

Fonte: www.cartadelogistica

Equipe Redação

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