DP World apoia leilão extenso para terminal em Santos.

A DP World entrou no debate sobre o modelo do leilão do Tecon Santos 10, defendendo que operadores já instalados no porto de Santos possam participar da disputa pelo novo terminal de contêineres. Para a companhia, restringir a participação desses grupos pode atrasar a ampliação da capacidade do principal porto brasileiro, especialmente em um momento caracterizado por um crescimento significativo das cargas e um aumento da pressão sobre a infraestrutura.
Durante sua participação no programa Conexão Infra, da CNN Money, o CEO da DP World no Brasil, Fabio Siccherino, destacou que o complexo santista já opera com baixa margem para absorver atrasos nas escalas marítimas. O desafio se torna maior quando navios chegam fora de suas janelas programadas, pois não há espaço imediato para acomodá-los, impactando o fluxo do comércio internacional. Esse cenário de congestionamento é preocupante e pode afetar diretamente os motoristas que dependem de um fluxo logístico eficiente para garantir entregas pontuais.
O Porto de Santos é responsável pela maior movimentação de contêineres da América Latina. Em 2025, o complexo movimentou mais de 5 milhões de TEUs, continuando em uma trajetória de crescimento impulsionada pelo avanço das exportações e das importações, além da crescente concentração de cargas no Sudeste. Para motoristas, isso representa um aumento da demanda por transporte terrestre, ressaltando a importância de uma infraestrutura robusta que suporte essa movimentação crescente.
Angelino Caputo, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), também comentou a situação, afirmando que o porto já ultrapassou o ideal de 70% de ocupação, o que pode gerar filas e atrasos nas operações. O atraso na implementação do Tecon Santos 10 eleva o risco de estrangulamento operacional, situação que, se não resolvida, pode comprometer a eficiência do transporte e aumentar os custos para motoristas. A necessidade de um planejamento eficaz do aumento da capacidade portuária é evidente: sem a expansão, mais veículos podem enfrentar congestionamentos nas áreas de acesso ao porto, resultando em um ciclo de ineficiência logística.
Modelo do leilão divide operadores
O Tecon Santos 10 se destaca como o principal projeto portuário em discussão no país, com expectativas de aumento significativo na capacidade de movimentação de contêineres. A DP World projeta que o novo terminal poderá elevar entre 40% e 50% a capacidade operacional do porto, um alívio para os terminais existentes e uma potencial melhoria na fluidez das operações logísticas, beneficiando diretamente os motoristas que fazem a conexão entre o porto e os centros de distribuição.
A discussão sobre o modelo do leilão tem causado divisões entre operadores, governo e órgãos reguladores. O principal ponto de disputa é a participação dos atuais operadores do porto no novo terminal, essencial para garantir um ambiente competitivo e eficiente. Uma decisão que favoreça a capacidade e a competitividade pode resultar em um impacto positivo na logística, reduzindo os tempos de espera e otimizando as rotas dos motoristas.
Além disso, a pressão operacional em Santos aumentou devido a alterações nas rotas marítimas, o que também eleva a necessidade de agilidade nas operações portuárias. Armadores internacionais têm utilizado embarcações de maior porte, exigindo maior profundidade operacional e produtividade dos terminais. Para motoristas que operam na região, a modernização da infraestrutura portuária é crucial para evitar congestionamentos que podem afetar prazos de entrega e custos operacionais.
Em suma, a melhoria da infraestrutura portuária não apenas favorece a movimentação de contêineres, mas também proporciona um impacto positivo na mobilidade geral, refletindo na competitividade do setor de transporte como um todo. O avanço no leilão do Tecon Santos 10 é um passo fundamental para garantir que o porto mantenha sua posição de liderança, essencial para a economia e para os motoristas que desempenham um papel vital na cadeia de suprimentos.
Fonte: transportemoderno






