Mulheres reprovam Hugo Motta por impedir PL contra misoginia.

Mulheres criticam Hugo Motta por barrar PL da Misoginia

Recentemente, a retirada de pauta do Projeto de Lei 896/2023, que visa criminalizar a misoginia, gerou forte reação entre ativistas e parlamentares. Sônia Coelho, integrante da Sempreviva Organização Feminista, descreveu o acordo que levou à decisão como “um acordo bem sujo”, criticando a prática de deputados que, segundo ela, obstruem a aprovação de leis que protejam os direitos das mulheres e da diversidade.

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, alegou que o projeto, apesar de ter sido aprovado por unanimidade no Senado, seria polêmico e, por isso, não seria votado até as eleições. A afirmação gerou indignação, uma vez que a unanimidade no Senado deveria facilitar a tramitação no Congresso.

As críticas se intensificaram quando algumas deputadas levantaram questões sobre a falta de transparência nas negociações, sugerindo um acordão entre líderes partidários sem a participação da bancada feminina. A deputada Maria do Rosário enfatizou que ignorar a votação de um projeto que combate a misoginia é, na verdade, ignorar uma realidade alarmante: a alta taxa de feminicídios no país. Para ela, proteger a vida das mulheres não deve ser considerado um tema polêmico, mas uma prioridade.

Adicionalmente, a proposta prevê penas de dois a cinco anos para atos de preconceito contra mulheres, aumentando a severidade para crimes cometidos em contextos de violência doméstica. Entretanto, parlamentares da extrema direita se opuseram, alegando que o PL poderia ser uma forma de censura, questionando sua relevância e necessidade.

Nesse cenário, a mobilização das mulheres e grupos feministas é crucial. O que está em jogo é não apenas a criminalização da misoginia, mas também a construção de uma sociedade mais justa, onde a mobilidade e a segurança das mulheres são garantidas. Menos discriminação significa mais liberdade para todas as pessoas, potencializando um ambiente onde todos possam transitar e se expressar sem medo de represálias.

As iniciativas que buscam combater a misoginia têm um impacto direto na mobilidade geral da sociedade. Quando as mulheres se sentem seguras, elas se tornam participantes ativas e essenciais na vida pública e econômica, contribuindo para uma mobilidade urbana mais dinâmica e inclusiva. Portanto, a luta pela aprovação de leis que criminalizem a misoginia é, na verdade, uma luta por um espaço público mais igualitário e acessível para todos.

Equipe Redação

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