Câmara discute fluxo livre e financiamento de energia limpa.

Câmara debate free flow e financiamento de energia renovável
A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (24), audiências públicas para discutir temas fundamentais da infraestrutura brasileira. Na Comissão de Viação e Transportes (CVT), um dos focos foi a implementação do sistema de pedágio eletrônico free flow. Paralelamente, na Comissão de Minas e Energia, parlamentares e representantes do setor abordaram alternativas de financiamento para energias renováveis, como a geração solar fotovoltaica.
No contexto do debate sobre o free flow, Carley Welter, conselheiro do Instituto Brasil Logística e diretor de Relações Governamentais da Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas, ressaltou que, embora o sistema represente um avanço importante para as rodovias, é essencial que isso se traduza em facilidades de pagamento e, principalmente, na redução das tarifas. Essa redução ocorre devido à diminuição nos custos para as concessionárias, o que pode beneficiar diretamente os motoristas, tornando as viagens mais acessíveis.
O deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que coordenou a discussão, recordou que o debate sobre o pedágio eletrônico começou em 2011, e agora evolui para um modelo de cobrança proporcional por trecho percorrido. A primeira experiência do free flow foi realizada na BR-101, no Rio de Janeiro, em caráter experimental, e abriu caminho para futuras inovações que prometem melhorar a mobilidade urbana.
Marco Aurélio Barcelos, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, destacou que, apesar de uma inadimplência de cerca de 9,56%, as multas ainda são necessárias para assegurar a sustentabilidade do sistema. Aqui, a integração com a Carteira Digital de Trânsito pode oferecer, aos motoristas, soluções mais práticas e eficientes, além da possibilidade de suspender multas retroativas mediante a regularização de débitos.
A realização de mais pórticos de cobrança é crucial para garantir a proporcionalidade tarifária, embora dependa da aceitação da população, que pode ver essa mudança como uma oportunidade de modernização nas rodovias. Os motoristas que utilizam trechos tarifados para pequenos deslocamentos dentro de seus municípios devem ser considerados, levando em conta suas preocupações e a necessidade de um sistema mais justo e acessível.
Na Comissão de Minas e Energia, o foco foi no financiamento da expansão da geração renovável. Isabella Sene, especialista técnica da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, abordou os desafios enfrentados pelo setor, como a crise de confiança gerada pelos cortes de geração de energia. A busca por medidas regulatórias que proporcionem previsibilidade e segurança jurídica é vital para manter o fluxo de investimentos em energia limpa, o que pode impactar positivamente a mobilidade ao oferecer fontes de energia mais sustentáveis para o transporte.
Dessa forma, tanto o debate sobre pedágios eletrônicos quanto o financiamento de energia renovável têm impactos significativos na mobilidade e na vida dos motoristas, promovendo um futuro mais eficiente e sustentável nas estradas brasileiras.
Fonte: IBL






