Câmara discute fluxo livre e financiamento de energia limpa.

Câmara debate free flow e financiamento de energia renovável
A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (24), audiências públicas que abordaram temas fundamentais para a infraestrutura brasileira. Na Comissão de Viação e Transportes (CVT), o foco foi a implantação do sistema de pedágio eletrônico free flow, enquanto a Comissão de Minas e Energia discutiu alternativas de financiamento para energias renováveis, com destaque para a geração solar fotovoltaica.
O conselheiro do Instituto Brasil Logística (IBL) e diretor de Relações Governamentais da Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas (ANATC), Carley Welter, participou do debate, destacando que o free flow pode trazer avanços significativos para as rodovias. É essencial, no entanto, que essas melhorias se traduzam em facilidades de pagamento e na redução das tarifas, dadas as expectativas de diminuição de custos para as concessionárias. A implementação do sistema pode beneficiar os motoristas, oferecendo maior agilidade no trânsito, reduzindo filas e promovendo um deslocamento mais eficiente.
O debate foi coordenado pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que lembrou que a discussão sobre o pedágio eletrônico começou em 2011 e evoluiu até o modelo atual de cobrança proporcional. Após a experiência na BR-101, no Rio de Janeiro, espera-se que o modelo se expanda, proporcionando um sistema mais justo e transparente para todos os usuários das estradas.
Marco Aurélio Barcelos, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), ressaltou a importância da adesão da população ao novo sistema e destacou a necessidade de ampliação do número de pórticos de cobrança. Essa expansão é crucial para a proporcionalidade tarifária, refletindo adequadamente a utilização das rodovias, o que pode favorecer motoristas que utilizam os trechos para deslocamentos curtos.
Na Comissão de Minas e Energia, o debate sobre o financiamento para a expansão da geração de energia renovável também possui impactos diretos na mobilidade. A especialista da ABSOLAR, Isabella Sene, evidenciou a crise de confiança no setor, provocada por cortes na geração de energia. Promover uma geração de energia renovável estável pode contribuir para a redução de custos operacionais, o que, indiretamente, pode beneficiar a mobilidade ao diminuir o custo do transporte.
Os projetos de lei discutidos, que incluem a suspensão de multas por não pagamento e a integração do sistema de cobrança com a Carteira Digital de Trânsito, estão em sintonia com as necessidades dos motoristas, proporcionando soluções que visam a facilitar a vida dos usuários das estradas e a promover uma mobilidade mais inteligente e sustentável.
Os debates na Câmara ressaltam a importância de políticas integradas que, ao atentar para a modernização da infraestrutura de transporte e o incentivo à energia renovável, podem criar um ambiente mais favorável tanto para os motoristas quanto para a sociedade em geral, promovendo uma mobilidade mais eficiente e alinhada com as exigências contemporâneas.
Fonte: IBL






