Boulos critica governadores e reforça fiscalização do ICMS dos combustíveis.

Boulos critica governadores por resistência ao ICMS e promete intensificar fiscalização dos combustíveis
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou os governadores pela resistência em reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Ele os acusou de omissão diante da alta do óleo diesel e reforçou as ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que buscam atender às demandas dos caminhoneiros.
A declaração foi feita durante uma reunião com líderes dos caminhoneiros, onde Boulos enfatizou que "os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância das distribuidoras". Ele alertou que a inação de alguns governadores, que se negam a mexer no ICMS, contribui para a elevação dos custos dos combustíveis em um momento de instabilidade internacional, especialmente após a guerra no Irã.
O governo recentemente sugeriu que os estados reduzissem as alíquotas de ICMS como uma medida para estabilizar os preços, mas a proposta não obteve uma recepção favorável entre os secretários de Fazenda. Por isso, novas alternativas estão sendo discutidas, incluindo um formato de subvenção para a importação de combustíveis, com a participação de estados e da União.
Boulos também ressaltou que o governo intensificará a fiscalização dos postos de combustíveis. A preocupação é crucial, uma vez que o aumento dos preços afeta não apenas os caminhoneiros, mas também a mobilidade em geral. Os custos elevados dos combustíveis impactam diretamente o transporte de cargas e passageiros, refletindo em preços mais altos para bens essenciais e serviços.
Um aspecto positivo é que os caminhoneiros decidiram não realizar uma greve, optando pelo diálogo, um movimento que pode resultar em soluções mais sustentáveis e contribuições para a estabilidade do setor. O compromisso do governo em manter canais de comunicação e discutir a medida provisória que trata do piso mínimo do frete é vital para assegurar que suas preocupações sejam ouvidas e atendidas.
Diante desse cenário, a mobilidade no Brasil e o ônus sobre os motoristas estão intimamente ligados às decisões políticas tomadas em relação aos combustíveis. A ação e a responsabilidade dos governadores em lidar com o ICMS podem trazer significativos benefícios não apenas para os caminhoneiros, mas para todos que dependem da mobilidade cotidiana.
As declarações de Boulos destacam a necessidade de um esforço conjunto entre o governo e os estados para enfrentar a elevada carga tributária e, assim, promover uma mobilidade mais econômica e eficiente. O futuro da mobilidade urbana e rural passa, portanto, pela revisão e reformulação das políticas tributárias que afetam diretamente o setor.
Fonte: Money Times





