Equipe especializada em reforma tributária foi criada no BBTS logo no início da discussão.

No BBTS, equipe dedicada à reforma tributária foi formada no início do debate
A BB Tecnologia e Serviços, uma empresa vinculada ao Banco do Brasil, começou a se organizar para a reforma tributária durante as discussões iniciais da Emenda Constitucional 132/2023. Para isso, formou uma equipe especializada liderada por José Sá, também conhecido como Jota, superintendente da empresa. Ele enfatiza a importância de uma nova mentalidade entre os profissionais envolvidos na área tributária:
“Estamos muito acostumados a um retrospecto, olhar para trás. O desafio agora é mudar o foco para o futuro, reconhecer que a transição será longa e incerta”, ressalta.
Jota acredita que este momento é um dos mais desafiadores em sua carreira. A reforma tributária não se limita a ajustes superficiais; trata-se de uma mudança profunda que exigirá adaptação de todos os envolvidos. Na BB Tecnologia e Serviços, essa adaptação se concentra em três eixos principais: tecnologia, processos e negócios, com a meta de revisar sistemas, contratos e rotinas internas.
“Os contadores e profissionais da área tributária que não se adaptarem às novidades ficarão para trás”, alerta Jota. Mesmo tendo aspectos centrais da reforma indefinidos, ele defende que as empresas não devem adotar uma postura passiva. O movimento deve continuar, mesmo em meio a incertezas, sob pena de estagnar.
Caroline Souza, uma expert tributária, também destaca como as empresas estão se preparando para a nova realidade. Apesar da aprovação da emenda em 2023, muitas organizações começaram a se mobilizar apenas recentemente. Ela observa que o ano de 2023 será um período de preparação intensa para 2027, onde adequação de documentos e sistemas se tornam essenciais.
A complexidade da nova legislação representa um desafio significativo, especialmente para empresas envolvidas em projetos piloto de novos tributos. A apuração do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) está se mostrando mais complicada do que o esperado.
Na prática, essa complexidade tem demandado uma integração robusta entre tecnologia e tributação, algo que, sem a devida preparação, pode se tornar inviável. A escassez de profissionais qualificados nesse campo se apresenta como um obstáculo adicional.
“Encontrar quem entenda de tributação e tecnologia já é difícil, e a tarefa se torna ainda mais complexa se precisar de conhecimento contábil”, ressalta Jota.
Ele também defende que as empresas precisam evoluir em sua governança interna à medida que a complexidade da reforma cresce. A criação de comitês interdisciplinares é fundamental para mostrar que a reforma tributária não se restringe apenas ao setor tributário, mas impacta diversas áreas da organização.
Essas mudanças e desafios não apenas afetam as empresas diretamente, mas também têm implicações para a mobilidade e os motoristas, uma vez que a administração tributária eficiente pode resultar em reduções de custos que, a longo prazo, se traduzem em tarifas mais justas. Assim, a transformação tributária pode contribuir para um ambiente econômico mais saudável, promovendo uma melhor fluidez nas operações de transporte e logística, essenciais para a mobilidade urbana.
Fonte: reformatributaria





