Associação pede fim da isenção de II para veículos desmontados em carta a Lula.


Por Redação
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) manifestou, recentemente, sua posição a favor do fim das isenções de Imposto de Importação (II) para veículos desmontados ou semi desmontados. Essa decisão, respaldada por 19 centrais e sindicatos, foi enviada em uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministérios relevantes.
O regime de isenção esteve ativo por seis meses e se encerrou em 31 de janeiro. A Anfavea argumenta que a continuidade dessas isenções promove uma “industrialização de baixa complexidade em altos volumes”, visto que os produtos desmontados já chegam ao Brasil em um estágio avançado de montagem.
Igor Calvet, presidente da Anfavea, destacou o impacto dessa prática sobre os empregos na cadeia automotiva brasileira, afirmando que a adesão dos sindicatos sinaliza como a simples montagem de veículos importados pode afetar o mercado de trabalho local.
A discussão em torno das isenções de impostos levanta importantes reflexões sobre a mobilidade e a indústria automotiva no Brasil. A proposta de cessar essa isenção visa fortalecer a produção local, incentivando indústrias a investirem em processos e tecnologias mais avançadas. Isso pode resultar em veículos de melhor qualidade e maior eficiência, promovendo uma mobilidade mais sustentável e acessível para os motoristas.
Por outro lado, a manutenção das isenções poderia perpetuar um modelo de dependência externa, limitando a inovação e o crescimento do setor automobilístico nacional. A mobilidade geral também se beneficiaria com a modernização da frota, que, por sua vez, estaria alinhada a normas ambientais mais rigorosas, contribuindo para a redução de poluentes nas cidades.
A discussão sobre as isenções de II para veículos desmontados é um reflexo das complexidades do setor automotivo. Movimentos que defendem o fortalecimento da indústria nacional têm o potencial de impactar não apenas o mercado de trabalho, mas também a infraestrutura de mobilidade, promovendo um futuro mais integrado e sustentável.
Fonte: reformatributaria






