Encerramento dos incentivos de ICMS afeta operações comerciais

Fim dos Incentivos de ICMS Põe Endereço das Operações em Xeque
Desde 2019, o estoque de galpões em regiões que usufruem de incentivos fiscais, especialmente no ICMS, mais que dobrou, atingindo a impressionante marca de 11,4 milhões de m², segundo levantamento da Newmark. Entretanto, essa expansão, que representou um crescimento de 109% em relação a sete anos atrás, agora se vê ameaçada com o avanço da reforma tributária. A partir de 2029, os incentivos fiscais começarão a ser reduzidos, culminando em sua extinção em 2033.
O impacto dessa mudança se estende a todos os setores, especialmente aos motoristas e à mobilidade urbana. Com a transição da vantagem tributária, as empresas passarão a considerar novos critérios ao escolher locais para armazenagem e distribuição. A proximidade com os consumidores se torna uma prioridade, assim como aspectos logísticos, como o custo de frete e a infraestrutura disponível.
Na prática, isso pode resultar em uma reorganização da logística no setor de transporte. Com a diminuição dos incentivos, as empresas podem optar por localizar seus galpões mais próximos aos centros urbanos, fortalecendo o conceito de “last mile”. Essa mudança pode melhorar a eficiência nas entregas, reduzindo custos para os motoristas e diminuindo a emissão de poluentes, já que rotas mais curtas contribuem para um melhor desempenho ambiental.
Nas regiões de Minas Gerais, que detém o maior estoque com 3,3 milhões de m², e em outros estados como Santa Catarina e Pernambuco, a retirada dos benefícios fiscais valoriza a proximidade com portos e grandes vias de acesso. Para os motoristas, isso significa um potencial aumento de demanda por transporte, já que as empresas que migrarão para esses locais necessitarão de transporte eficiente e ágil para seus produtos.
Além disso, a análise de contratos e mudanças de localização pode acarretar desafios logísticos. Empresas que decidiram-se por locais inicialmente atraentes graças aos benefícios fiscais, agora precisam reavaliar suas operações. Isso pode gerar um aumento temporário na demanda por serviços de transporte, visto que muitas empresas ainda estarão se adaptando à nova realidade.
Por fim, a lógica atrelada ao ICMS modificada pode fomentar uma reestruturação em todo o mercado. As regiões menos beneficiadas poderão se tornar mais atrativas à medida que as empresas busquem reduzir custos. Para os motoristas, a mudança representa uma necessidade de adaptação e otimização das rotas, além de um possível aumento na concorrência por serviços, já que as demandas logísticas se ajustam às novas circunstâncias.
Fonte: SETCESP






