Reforma faz 20% das grandes empresas planejarem mudar de CD.

Reforma leva uma em cada cinco grandes empresas a planejar mudança de CD

Uma em cada cinco das maiores empresas do Brasil está se preparando para mudar a localização de seus centros de distribuição (CD) em função da reforma tributária. Essa informação foi obtida por meio de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), que analisou mais de 100 das principais empresas do país no primeiro semestre de 2026. Essa mudança inicia uma reorganização significativa na geografia logística do Brasil.

O estudo revela um aumento nas operações logísticas, especialmente em São Paulo, sendo este o maior mercado consumidor do Brasil. A transição do ICMS para o IBS, que muda a forma como os impostos são cobrados, altera a lógica que antes guiava a localização dos CDs. Com isso, a eficiência da rede logística e a proximidade com o consumidor se tornam fatores mais relevantes na escolha do local.

Percepção de impacto e expectativa de otimização

Os resultados mostram uma perspectiva otimista: cerca de 45% das empresas acreditam que a reforma terá um impacto positivo em suas operações logísticas. Além disso, 65% das companhias consideram que a reforma irá otimizar suas operações. O movimento de mudança dos centros de distribuição, no entanto, deve ser gradual, levando em conta um calendário que se estenderá até 2033.

Apesar da expectativa de otimização, o nível de preparação das empresas para essas mudanças ainda é baixo. Apenas 13% afirmaram estar totalmente prontas para se adaptarem às novidades até 2033. Essa falta de preparação pode impactar não apenas as empresas, mas toda a cadeia de suprimentos e a mobilidade em geral, uma vez que alterações na localização dos CDs influenciam diretamente na eficiência das entregas e no fluxo de mercadorias nas estradas.

Custos sob pressão

Os desafios também são evidenciais, uma vez que uma parte significativa das empresas enxerga potenciais aumentos de custos, especialmente em transportes e mão de obra de armazenagem. Isso pode impactar a competitividade e a eficiência logística, vitais para a mobilidade urbana e interurbana.

Os motoristas, que dependem de uma rede logística eficaz para a distribuição de produtos, podem ser diretamente afetados por essas mudanças. A reestruturação dos CDs pode levar a rotas mais eficientes, reduzindo congestionamentos e promovendo uma melhor fluidez no trânsito. Assim, a reforma tributária não apenas reconfigura o mapa econômico, mas também tem o potencial de transformar a experiência de mobilidade nas grandes cidades.

Conclusão

Em síntese, a reforma tributária está moldando um novo cenário logístico no Brasil, onde empresas redimensionam suas operações em busca de eficiência. Essa reestruturação não apenas impacta a competitividade das empresas, mas também promete trazer benefícios para os motoristas e para a mobilidade em geral, resultando em um transporte de cargas mais otimizado e eficiente.

Fonte: motorista.com.br

Equipe Redação

Equipe de redação é um grupo de profissionais que trabalham juntos para criar conteúdo escrito para Motorista.com.br
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