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O pre\u00e7o do querosene de avia\u00e7\u00e3o (QAV) pago por empresas brasileiras chegou a R$ 8,48 por litro em picos registrados em 2026, alta de 49,8% em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 5,66 observados anteriormente. Esse aumento n\u00e3o apenas afeta diretamente as companhias a\u00e9reas, mas tamb\u00e9m pressiona os pre\u00e7os de combust\u00edveis utilizados em transportes mar\u00edtimo e rodovi\u00e1rio, refletindo uma cascata de impactos nos custos de transporte em geral.<\/p>\n
A an\u00e1lise da Qive, baseada em 17,7 milh\u00f5es de notas fiscais eletr\u00f4nicas que movimentaram R$ 386,4 bilh\u00f5es em compras de combust\u00edveis, refor\u00e7a essa realidade. Se o volume de QAV adquirido em 2025 tivesse sido mantido com os pre\u00e7os de 2026, o custo adicional poderia alcan\u00e7ar R$ 7,8 bilh\u00f5es. Essa situa\u00e7\u00e3o leva as empresas a reavaliarem suas estrat\u00e9gias de compra e gest\u00e3o de custos, impactando diretamente o pre\u00e7o final de produtos e servi\u00e7os em toda a cadeia de transporte. Para os motoristas, isso pode se traduzir em tarifas mais altas e eventualmente na diminui\u00e7\u00e3o da oferta de servi\u00e7os devido aos custos elevados.<\/p>\n
Os dados mostram uma forte redu\u00e7\u00e3o nas compras de QAV, com uma queda de 62,6% nos primeiros meses de 2026. Essa retra\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 11,5% nos combust\u00edveis pesquisados reflete um comportamento cauteloso das empresas, buscando adaptar-se \u00e0 volatilidade do mercado. Para os motoristas, essa estrat\u00e9gia pode significar uma maior escassez de ve\u00edculos dispon\u00edveis, impactando a mobilidade e a efici\u00eancia do transporte nas cidades.<\/p>\n
A press\u00e3o sobre os pre\u00e7os de combust\u00edveis n\u00e3o se restringe \u00e0 avia\u00e7\u00e3o. O \u00f3leo combust\u00edvel, utilizado no transporte mar\u00edtimo, aumentou 34,5%, enquanto o diesel alcan\u00e7ou uma m\u00e1xima de R$ 7,15 por litro, representando um avan\u00e7o de 14,4%. A ANP acompanha de perto essas oscila\u00e7\u00f5es, permitindo que motoristas e empresas ajustem suas estrat\u00e9gias de opera\u00e7\u00e3o e log\u00edstica. O aumento nos custos do diesel, um combust\u00edvel crucial para o transporte rodovi\u00e1rio, pode levar a uma eleva\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos fretes e, consequentemente, no custo de vida geral da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n
Daniel Paschino, CFO da Qive, comenta que a redu\u00e7\u00e3o nas compras demonstra uma estrat\u00e9gia de cautela das empresas diante da incerteza do mercado. Essa tomada de decis\u00e3o pode influenciar a mobilidade urbana, j\u00e1 que uma conten\u00e7\u00e3o na compra de combust\u00edveis pode resultar em um menor n\u00famero de ve\u00edculos nas ruas, potencialmente causando impactos em hor\u00e1rios de pico e aumentando a press\u00e3o sobre os sistemas de transporte coletivo.<\/p>\n
A volatilidade dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis \u00e9 agravada por fatores geopol\u00edticos, como as interrup\u00e7\u00f5es no fluxo de petr\u00f3leo pelo Estreito de Ormuz, que \u00e9 vital para o abastecimento global. O conflito na regi\u00e3o resultou em redu\u00e7\u00f5es significativas nas cota\u00e7\u00f5es internacionais, afetando todos os setores dependentes de combust\u00edveis. A recupera\u00e7\u00e3o gradual dos fluxos internacionais de petr\u00f3leo pode, no entanto, oferecer um al\u00edvio tempor\u00e1rio, mas enquanto isso, motoristas e empresas continuar\u00e3o a sentir o peso desses custos elevados.<\/p>\n
Em resumo, o aumento substancial no pre\u00e7o do QAV e outros combust\u00edveis tem efeitos diretos sobre o setor de transporte e, consequentemente, na mobilidade urbana. Para os motoristas, isso implica n\u00e3o apenas custos mais altos, mas tamb\u00e9m poss\u00edveis restri\u00e7\u00f5es na oferta e na efici\u00eancia do transporte coletivo, exigindo uma adapta\u00e7\u00e3o constante a um cen\u00e1rio cada vez mais vol\u00e1til.<\/p>\n
Fonte:<\/strong> transportemoderno<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O pre\u00e7o do querosene de avia\u00e7\u00e3o (QAV) pago por empresas brasileiras chegou a R$ 8,48 por litro em picos registrados em 2026, alta de 49,8% em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 5,66 observados anteriormente. Esse aumento n\u00e3o apenas afeta diretamente as companhias a\u00e9reas, mas tamb\u00e9m pressiona os pre\u00e7os de combust\u00edveis utilizados em transportes mar\u00edtimo e rodovi\u00e1rio, refletindo …<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":13282,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"coauthors":[42],"class_list":["post-13281","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-logistica"],"yoast_head":"\n