Ferrovias se juntam ao Fundo Clima com ação da FRENLOGI e ANTF.

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, conhecido como Fundo Clima, agora incluirá investimentos no setor ferroviário, conforme as novas regras de financiamento estabelecidas para 2026. Essa inclusão é fruto do esforço conjunto da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), que dialogou com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e diversas autoridades do governo federal.
A iniciativa visa fortalecer o transporte ferroviário como um meio de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, além de promover uma transição energética mais sustentável. Comparado ao transporte rodoviário, o modal ferroviário pode reduzir as emissões em até 85%, sublinhando sua importância tanto para a agenda climática quanto para a eficiência logística do Brasil.
Dentro desse contexto, a FRENLOGI enviou ofícios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros responsáveis pelas áreas econômica, ambiental e de planejamento, solicitando ajustes no Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) 2026 do Fundo Clima. A proposta inclui, de maneira mais clara, investimentos em infraestrutura ferroviária, modernização tecnológica, renovação de material rodante e ampliação da capacidade logística.
A iniciativa é respaldada pela Taxonomia Sustentável Brasileira, que identifica as atividades elegíveis para mitigar as mudanças climáticas e facilitar o acesso a financiamentos sustentáveis. Para a FRENLOGI, alinhar o financiamento público a essa diretriz é crucial para acelerar a transição a um sistema de transporte mais sustentável.
O presidente da FRENLOGI, senador Wellington Fagundes, tem defendido a ampliação do financiamento climático para projetos ferroviários como parte da estratégia de redução de emissões no setor de transportes. Durante a COP30, ele ressaltou a importância de direcionar recursos como o Fundo Clima e os green bonds para iniciativas estruturantes no setor.
Entre os projetos destacados estão a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), a extensão da Ferronorte, a Ferrogrão e a Ferrovia Transnordestina, que visam modernizar e aumentar a capacidade das ferrovias brasileiras.
A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que é componente do Instituto Brasil Logística, também tem apoiado o acesso do setor ferroviário aos instrumentos de financiamento climático. A ANTF acredita que essa medida “traz avanços significativos em relação ao plano de 2025”. O novo texto amplia o acesso das associadas da ANTF aos financiamentos do Fundo Clima, resultando em impactos positivos na redução das emissões do setor de transportes, na geração de empregos, na segurança viária e na competitividade logística.
Para a FRENLOGI, o fortalecimento do transporte ferroviário é uma estratégia essencial não apenas para diminuir as emissões, mas também para aumentar a competitividade da logística brasileira na era da transição energética. Essa facilitação no acesso à financiamentos climáticos pode incentivar a migração de cargas do transporte rodoviário para modais mais sustentáveis, contribuindo para um desenvolvimento econômico que se alinha a práticas mais responsáveis do ponto de vista ambiental.
Fonte: IBL






