Associação sugere aumentar biodiesel no diesel para conter alta de preços devido à guerra no Irã

A Elevação do Biodiesel no Diesel: Uma Estratégia para Mitigar Efeitos da Guerra no Irã
A recente formação da Aliança Biodiesel, composta pelas associações Abiove e Aprobio, trouxe à tona a proposta de aumentar a mistura de biodiesel no diesel convencional como uma forma de lidar com a crise de abastecimento de combustíveis provocada pela guerra no Irã. Este cenário ressalta a importância da diversificação das fontes de energia no Brasil, possivelmente aliviando a pressão sobre os preços do diesel e promovendo uma mobilidade mais sustentável.
Atualmente, a mistura de biodiesel no diesel pode ser ampliada para até 21,6%, e a Aliança defende a necessidade de iniciar os testes para essa transição. O presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen, enfatiza que o setor está pronto para colaborar com as autoridades governamentais na testagem das misturas, reivindicando que o Brasil inicie o processo para aumentar a mistura de biodiesel, considerando que já deveria ter avançado para 16%.
A proposta de elevar a mistura traz não apenas vantagens econômicas, mas também impactos sociais significativos. Para os motoristas, um biodiesel mais presente nos combustíveis pode significar maior estabilidade nos preços, evitando as oscilações abruptas que frequentemente afetam os combustíveis fósseis devido à volatilidade do mercado internacional. Isso se traduz em menores custos para o transporte e preços mais justos para o consumidor final.
André Nassar, da ABIOVE, ressalta que o aumento para 16% de biodiesel contribui para a segurança energética do país, criando um cenário de previsibilidade tanto para a cadeia automotiva quanto para a de combustíveis. Essa estabilidade é crucial em tempos de incertezas geopolíticas, como as vividas atualmente.
Além disso, um grupo de 43 entidades do agronegócio já defende a implantação imediata do B17, com 17% de biodiesel. Essa iniciativa não apenas fortaleceria a indústria nacional, mas também reduziria a pressão sobre os preços dos combustíveis, um aspecto vital para a mobilidade no Brasil, onde o transporte rodoviário é predominante.
Entretanto, há preocupações quanto a políticas que tentam manter a dependência do diesel fóssil, como a recente MP nº 1.340. A Frente Parlamentar do Biodiesel argumenta que essas medidas desviam recursos que poderiam ser investidos em alternativas renováveis e sustentáveis, perpetuando um modelo poluente e volátil.
Com a capacidade ociosa das indústrias de biodiesel estimada em 50%, o Brasil possui uma oportunidade única de expandir rapidamente essa fonte de energia, assegurando uma transição mais suave e sustentável. A manutenção de um regime fiscal favorável ao biodiesel, conforme a Constituição, é um passo essencial nessa direção.
Por fim, a efetiva implementação do aumento da mistura de biodiesel no diesel pode não apenas combater os efeitos da crise internacional, mas também posicionar o Brasil como um líder em inovação e sustentabilidade no setor de combustíveis. Para os motoristas e para a mobilidade geral, essa pode ser uma solução viável e necessária, promovendo não apenas o fortalecimento da economia, mas também a construção de um futuro mais limpo e responsável.
Fonte: motorista






