“Congresso desconsidera protestos: JR Freitas critica PLP 152/25”

O Congresso Ignorou a Voz da Rua: Entregador JR Freitas Acusa Manobra em Comissão Especial sobre o PLP 152/25
Durante audiência pública sobre o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/25, Elias Freitas Junior, conhecido como JR Freitas, líder de um movimento autônomo de entregadores em São Paulo, fez duras críticas à condução do processo legislativo, afirmando que a criação da comissão especial foi uma “manobra” para enfraquecer o movimento da categoria. Ele acusou o Congresso de ignorar as mobilizações populares, o que levanta preocupações sobre como essas decisões afetam não apenas os entregadores, mas a mobilidade urbana como um todo.
Greve Nacional e Construção do PL 2479
Após uma greve realizada em várias cidades no início do ano, os entregadores se organizaram, mesmo sem recursos, para elaborar uma proposta própria: o PL 2479/2025, que foi entregue ao deputado Guilherme Boulos. Com apoio de nove partidos, o projeto conseguiu ser priorizado para tramitação em regime de urgência.
Freitas expressou sua indignação ao afirmar que, logo após a greve e a entrega de um projeto elaborado pela categoria, o presidente da Câmara, Hugo Motta, criou uma comissão especial e ressuscitou um PL que nunca foi debatido com os trabalhadores. Essa atitude demonstra uma desconexão entre o legislativo e as vozes que realmente atuam nas ruas, refletindo uma realidade que pode comprometer a eficácia das políticas públicas em mobilidade.
Acusações Contra a Comissão
Para Freitas, a instalação da comissão representa uma tentativa de esvaziar o debate promovido pelos trabalhadores. Ele declarou que ignorar quem realmente importa reforça a percepção de que o Congresso não opera em benefício do povo ou dos trabalhadores. Essa desconexão pode resultar em regulamentações inadequadas que afetam diretamente a operação e os direitos dos entregadores, impactando, assim, a mobilidade urbana.
Críticas ao PLP 152/25
Freitas rejeitou a proposta do PLP 152/25, afirmando que não foi discutida com os entregadores e não atende às necessidades da categoria. “Esse projeto não nos representa. É fruto de uma comissão montada para legitimar interesses que não são os da classe trabalhadora”, disse. Essa falta de representatividade não só prejudica os trabalhadores, mas também muda o cenário da mobilidade, uma vez que políticas mal formuladas podem levar a um aumento na insatisfação e na desconexão entre serviços de entrega e as demandas do público.
Defesa da Representatividade
Freitas encerrou seu discurso pedindo que os deputados respeitem o movimento construído após a greve. “Existe um projeto feito pela categoria, com especialistas e lideranças. É o PL 2479. Fora ele, não vamos validar nenhuma proposta dessa comissão”, concluiu. A defesa de uma proposta que realmente envolva os trabalhadores é essencial não apenas para garantir os direitos dos entregadores, mas também para construir um sistema de mobilidade que funcione para todos.
Considerações Finais
As palavras de JR Freitas destacam um ponto crucial: a necessidade de um diálogo efetivo entre os legisladores e as categorias que operam nas ruas. Ignorar as vozes dos entregadores e outros trabalhadores pode levar a consequências desastrosas para a mobilidade urbana, refletindo em serviços ineficientes e em crescente insatisfação pública. O engajamento no processo legislativo é vital para assegurar que políticas adequadas sejam implementadas, beneficiando não apenas os trabalhadores, mas toda a sociedade.
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