ANTT atualiza tabela de frete com novo método de cálculo para 2026

ANTT Reajusta Tabela de Frete com Nova Metodologia de Cálculo para 2026
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou em 19 de janeiro o reajuste dos pisos mínimos de frete para o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Essa atualização, que introduz uma nova metodologia de cálculo, tem como objetivo proporcionar uma base regulatória mais clara e transparente, alinhada à dinâmica atual do setor de transporte.
Novidades na Resolução ANTT Nº 6.076
Dentre as principais mudanças, destaca-se a definição de categorias e parâmetros que facilitam a formulação dos cálculos, como a inclusão de termos como "veículo automotor de cargas" e "caminhão simples". A nova resolução também esclarece que os valores ajustados não se aplicam a contratos de agregamento, nem ao transporte internacional ou de cargas próprias.
Impactos para os Motoristas e Mobilidade
A atualização traz reflexos diretos para os motoristas, especialmente aqueles que trabalham com cargas lotação e perigosas. Segundo análise do Setcesp, a Tabela A, que se refere à composição veicular no transporte de carga lotação, teve um aumento de 2,21%, superando a média geral de aumento de 1,73%. Esses reajustes ajudam a garantir que os motoristas recebam compensações justas, contribuindo para a sustentabilidade financeira do setor.
Além disso, as novas diretrizes têm o potencial de impactar positivamente a mobilidade geral. Com valores de frete mais ajustados e adequados às condições de mercado, espera-se uma melhora na eficiência do transporte de cargas. Isso, por sua vez, pode reduzir custos operacionais e promover uma maior competitividade, beneficiando tanto os motoristas quanto os consumidores finais.
Atualização dos Valores
O coeficiente de deslocamento (CCD) também foi reajustado, passando de R$ 5,913/km para R$ 5,986/km, enquanto o coeficiente de carga e descarga (CC) aumentou de R$ 466,92 para R$ 478,76. Esse aumento torna-se mais evidente ao analisarmos a tabela de transporte de carga perigosa, a qual registrou uma alta de 3,15% nas variações de CCD e CC.
Contrapõe-se a isso a tabela D, que teve a menor alteração, de apenas 0,89%, para operações que envolvem veículos automotores de carga de alto desempenho. Essa diferença demonstra como a nova metodologia procura equilibrar as variações de custos na indústria, permitindo que cada categoria de transporte tenha suas especificidades respeitadas.
Considerações Finais
Com a entrada em vigor da Resolução ANTT Nº 6.076, é evidente que o setor de transporte rodoviário de cargas está em evolução, buscando uma maior equidade e adequação às novas realidades de mercado. Para os motoristas, essa mudança não apenas representa um ajuste nos valores de frete, mas também uma tentativa de adaptar o setor às demandas contemporâneas, garantindo uma mobilidade mais eficiente e sustentável.
Fonte: blogdocaminhoneiro






