Trabuco, do Bradesco, afirma que Brasil é reserva de valor global

O Brasil é uma reserva de valor para o capitalismo mundial, diz Trabuco, do Bradesco
Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco, expressou um otimismo cauteloso durante o tradicional almoço de fim de ano da instituição. Em meio a um cenário brasileiro que se prepara para as eleições de 2026, o olhar positivo se apresenta frente às condições econômicas atuais.
Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, também compartilha esse otimismo. Ele destacou que o nível de desemprego está ao redor de 6% e que há crescimento na massa salarial. Para o ano de 2026, Noronha prevê um crescimento de 7% no setor de crédito, embora tenha ressaltado a importância de uma política fiscal responsável, evitando uma relação dívida/PIB crescente.
Trabuco, por sua vez, tem uma visão ainda mais otimista. Ele acredita que não haverá um ano catastrófico à frente, especialmente considerando a possibilidade de redução nas taxas de juros, atualmente em 15%. O presidente do Bradesco menciona que fatores como a desinflação nos preços de energia e commodities agrícolas contribuem para um ambiente econômico mais favorável, incentivando a investida pela queda das taxas.
“A energia é desinflacionária, o petróleo está em queda, e o preço de produtos agrícolas também tende a favorecer a desinflação”, observa Trabuco. Ele acredita que o Brasil se posiciona como uma reserva de valor no contexto do capitalismo mundial, o que atrai o interesse de investidores estrangeiros. O crescimento do Ibovespa, que subiu 33,65% ao longo do ano, é um reflexo desse otimismo.
Entretanto, o presidente do Bradesco alerta que as taxas de juros elevadas ainda inibem a confiança dos investidores nacionais. “Empreender com uma taxa básica de 15%, mais um spread de 3 ou 4, chega a quase 20%. Precisamos criar as condições para que o Banco Central possa reduzir essa taxa”, afirma Trabuco.
Esse panorama positivo traz implicações diretas para os motoristas e a mobilidade no Brasil. Com um ambiente econômico mais estável e a perspectiva de juros mais baixos, é possível que haja um aumento nos investimentos em infraestrutura e transporte público. Isso poderia resultar em melhoramentos nas vias, na expansão de sistemas de transporte coletivo e na promoção de alternativas de mobilidade.
Além disso, um mercado de crédito mais acessível pode facilitar a aquisição de veículos e promover a renovação da frota, estimulando a economia e reduzindo a poluição. As projeções de otimismo econômico podem, portanto, ter um impacto positivo na vida cotidiana dos motoristas e na mobilidade geral nas cidades brasileiras, refletindo o potencial do Brasil como um espaço atrativo para o desenvolvimento econômico.
Fonte: Money Times





