Frete pode ser ajustado devido ao aumento do preço do Diesel.

Preço do frete deve ganhar reajuste após alta do Diesel

O crescimento contínuo do preço do diesel em 2026 está impactando diretamente os custos do transporte rodoviário de cargas. Até setembro, o combustível teve um aumento acumulado de 15,26% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em algumas análises, esse valor chega a quase 20% em relação ao começo do ano.

Considerando que o diesel representa de 35% a 50% dos custos operacionais no transporte, qualquer flutuação nos preços do combustível tem um efeito direto na formação do preço do frete. Em setembro, por exemplo, o custo médio do frete por quilômetro rodado subiu 0,57%, alcançando R$ 8,77, conforme medido pelo Índice de Frete Rodoviário da Edenred. O que mais influenciou essa alta foi o diesel S-10, que subiu 2,70% no mês, atingindo um valor médio de R$ 7,24 por litro.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já tomou providências ao reajustar a tabela de pisos mínimos de frete ao final de setembro. A recente atualização da Portaria SUROC nº 22 apresentou uma nova referência para o preço do diesel S-10, agora em R$ 7,33 por litro. Segundo a legislação, é previsto que haja uma revisão extraordinária sempre que o valor do combustível ultrapassar 5%.

Entretanto, é importante destacar que, mesmo com o ajuste do piso mínimo, o valor do frete no mercado não tem acompanhado a alta do diesel de forma proporcional. No terceiro trimestre, o aumento no preço do combustível superou o crescimento na tarifa média. Isso tem pressionado a rentabilidade tanto das transportadoras quanto dos caminhoneiros autônomos, contribuindo para uma situação desafiadora no setor.

Para motoristas e transportadoras, essa dinâmica traz consequências diretas. A necessidade de reajustes nos preços do frete reflete não apenas a luta pela sustentabilidade econômica dos transportadores, mas também influencia a cadeia de suprimentos e, por conseguinte, a mobilidade geral. Com o custo do transporte impactando preços de produtos e serviços, o consumidor final também sente os efeitos dessa instabilidade.

Adicionalmente, há uma expectativa de aumento da pressão no mercado nos próximos meses, especialmente com o escoamento da safra e a possibilidade de novos reajustes nos preços do diesel, especialmente após o período eleitoral. Essa situação ressalta a importância de uma gestão eficiente e bem-informada por parte dos motoristas e das empresas, para que possam se adaptar a um ambiente tão volátil e garantir a continuidade dos serviços essenciais à mobilidade e ao abastecimento.

Equipe Redação

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