Pré-locação de galpões logísticos atinge 70%, com Shopee e Mercado Livre em destaque.

Pré-locação de galpões logísticos atinge nível histórico

A forte demanda por galpões logísticos de alto padrão tem impulsionado o mercado brasileiro de armazenagem. De acordo com um levantamento da Binswanger, as pré-locações de condomínios logísticos e industriais classes A e A+ para entrega no terceiro trimestre atingiram a marca de 70% da área disponível, um recorde histórico. Não é à toa que Shopee e Mercado Livre são responsáveis por nove das dez maiores locações do segundo trimestre, evidenciando a centralidade do comércio eletrônico na demanda por espaços logísticos.

A elevação do nível de pré-locação representa uma significativa alteração na dinâmica do mercado. Enquanto o primeiro trimestre apresentou apenas 39% da área previamente contratada para galpões a serem entregues entre abril e junho, esse número saltou para 70% para as unidades que serão concluídas no terceiro trimestre. Essa antecipação é essencial para empresas que buscam espaços bem localizados e com especificações técnicas adequadas. Simone Santos, sócia-diretora da consultoria, destaca que empresas que não se planejarem com, pelo menos, 18 meses de antecedência podem ficar sem opções. Esse cenário reflete uma crescente conscientização dos motoristas sobre as rotas e prazos de entrega, um fator crucial para a eficiência logística.

Ademais, a atual conjuntura reduz riscos para os empreendedores que desenvolvem projetos sem contratos firmados previamente. Santos reforça que a pré-locação é quase como ter um empreendimento "especulativo garantido", o que traz mais segurança e previsibilidade ao mercado.

Com essa nova dinâmica, a consultoria passou a considerar o valor pedido por empreendimentos ainda em construção. Na região metropolitana de São Paulo, o preço médio para condomínios industriais e logísticos classes A e A+ chegou a R$ 49 por metro quadrado, enquanto, para galpões já entregues, o valor médio foi de R$ 37,26 por metro quadrado. Essa valorização dos imóveis logísticos impacta diretamente a mobilidade, pois a localização e a disponibilidade desses espaços têm efeito significativo nas rotas que motoristas utilizam, permitindo uma distribuição mais ágil e eficiente dos produtos.

O estudo da Binswanger revela que a combinação entre alta demanda e baixa disponibilidade de grandes áreas contribuiu para a redução da taxa de vacância, que caiu para 5,5%, o menor nível histórico. Durante o segundo trimestre, o preço médio pedido foi de R$ 30,37 por metro quadrado em todo o Brasil e R$ 35,00 no Estado de São Paulo. Entre abril e junho, foram entregues 628 mil metros quadrados de novos galpões, enquanto a absorção líquida alcançou 1.039.970 metros quadrados, indicando que o mercado continua aquecido.

As operações de locação são dominadas pelo e-commerce, sendo a Shopee responsável pela maior contratação, com 106.499 metros quadrados no condomínio Marq Guarulhos III. O Mercado Livre não fica atrás, com locações significativas, incluindo áreas de 164.665 metros quadrados no KSM LOG Guarulhos e outros imóveis menores.

Esses dados reforçam a liderança das empresas de comércio eletrônico na demanda por áreas de armazenagem e distribuição. Em um cenário de vacância reduzida e valorização dos ativos logísticos, o planejamento antecipado se torna uma necessidade crescente, refletindo diretamente na eficiência das operações logísticas e na mobilidade geral do setor.

Fonte: logweb

Equipe Redação

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