Boulos considera a MP do Frete uma “grande vitória” para caminhoneiros.

Boulos diz que aprovação da MP do Frete é "vitória histórica" e celebra conquista para caminhoneiros

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, comemorou a aprovação da Medida Provisória nº 1.343/2026 pelo Senado Federal e classificou a votação como uma “vitória histórica” para os caminhoneiros. Essa decisão, ocorrida antes do prazo final para que a medida perdesse a validade, representa um marco importante na luta por direitos da categoria, trazendo à tona discussões sobre a valorização do trabalho dos motoristas.

De acordo com Boulos, a medida traz mais segurança para os caminhoneiros autônomos ao estabelecer regras mais claras para o pagamento do frete. Além disso, amplia os mecanismos de fiscalização por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), o que pode contribuir para um cenário de maior transparência nas transações do setor.

Um dos principais aspectos abordados é a implementação de um piso mínimo do frete, que busca assegurar que o valor pago cubra os custos reais da operação. Isso evita que transportes sejam realizados a preços abaixo dos custos básicos, incluindo combustível, manutenção e pedágios. Essa mudança é fundamental não apenas para a proteção financeira dos caminhoneiros, mas também para a melhoria geral da mobilidade, uma vez que as condições adequadas de trabalho podem refletir em serviços de transporte mais eficientes e respeitáveis.

A votação ocorreu em um momento de mobilização nacional, com lideranças da categoria pressionando o Congresso por uma análise rápida da MP e organizando manifestações pacíficas em diversas regiões do país. Esse cenário demonstra o poder de organização dos caminhoneiros e a urgência de suas demandas.

Entretanto, a comemoração do governo não é unânime. Alguns caminhoneiros expressaram insatisfação em relação a pontos que ficaram de fora da medida, como a proposta de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas contratados pelo regime CLT. Essa reivindicação continua a ser um tema central nas discussões sobre os direitos da categoria, evidenciando que apesar da vitória na aprovação da MP, a luta por melhores condições de trabalho ainda está longe de terminar.

Com a aprovação pelo Senado, a Medida Provisória seguirá para sanção presidencial e, em seguida, dependerá da regulamentação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que as novas regras sejam efetivamente implementadas.

Fonte: brasildotrecho

Equipe Redação

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