BofA prevê único corte na Selic, projetando 14,25% até 2023

BofA vê apenas um corte na Selic e eleva projeção da taxa para 14,25% no fim deste ano
O Bank of America (BofA) ajustou sua projeção para a taxa básica de juros, a Selic, passando de 13,25% para 14,25% ao ano até dezembro. A decisão reflete um horizonte que inclui um possível corte na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 17 de junho, mas seguido de uma pausa prolongada que deve se estender até meados de 2027.
O economista chefe do BofA no Brasil, David Beker, aponta que a deterioração da dinâmica inflacionária, somada ao aumento das expectativas de inflação e à desvalorização do real, contribui para este novo cenário. Apesar de a atividade econômica estar sendo sustentada por estímulos fiscais e de crédito, a necessidade de um ajuste nas condições de demanda se torna evidente.
A possibilidade de altos choques, como os impactos do fenômeno El Niño e mudanças na jornada de trabalho, ainda não foram considerados nas estimativas do banco. Esses fatores potencializam a persistência da inflação, tornando a política monetária ainda mais desafiadora.
Com essa nova análise, o BofA enfatiza que o espaço para flexibilizações monetárias é limitado, e que os juros devem permanecer elevados por um período prolongado. Acerca de aumentos futuros, o banco não prevê mudanças até 2027, uma vez que as taxas reais ainda estão restritivas, em torno de 9,5%.
Expectativa para a inflação
A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), subiu de 4,37% em abril para 4,68% em maio, segundo as projeções do BofA. As expectativas de inflação se distanciaram da meta, com a previsão mediana de 5,09% para dezembro deste ano, indicando um cenário inflacionário mais desafiador.
A manutenção de uma inflação alta é uma preocupação que pode impactar diretamente a mobilidade urbana. Se os preços continuarem a subir, isso pode resultar em altos custos de transporte e dificuldades financeiras para motoristas e usuários de transporte público. A pressão inflacionária tende a elevar o preço dos combustíveis e, consequentemente, o custo da manutenção dos veículos, afetando todos os motoristas.
Selic mais alta por mais tempo
A previsão do BofA está alinhada com outras análises do mercado, que também indicam uma Selic elevada até 2027. Instituições como Itaú BBA e BTG Pactual já ajustaram suas estimativas para cima, refletindo a realidade de um cenário econômico desafiador. A Selic, ao se manter em patamares altos, pode restringir o acesso ao crédito, dificultando a compra de veículos e a movimentação de cargas no transporte, impactando toda a cadeia de mobilidade.
Essas decisões de política monetária têm um impacto direto sobre os motoristas, que precisam lidar com um ambiente financeiro mais restritivo. Portanto, enquanto as projeções se alinham com uma Selic alta, a necessidade de uma abordagem cuidadosa nas políticas de mobilidade e transporte se torna primordial. É essencial que motoristas e operadores do setor se preparem para os desafios que um ambiente econômico menos favorável pode trazer.
Fonte: Money Times





