Novo modelo do CIOT registra 500 mil operações em uma semana.

Em Menos de Uma Semana, Novo Modelo do CIOT Tem Mais de 500 mil Operações Registradas

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu início, na última semana, à nova sistemática obrigatória do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Entre os dias 24 e 29 de maio, foram contabilizadas mais de 534 mil emissões deste documento. Essa nova medida representa um avanço significativo na modernização do setor e na implementação da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

O CIOT funciona como um "CPF da viagem", reunindo informações cruciais sobre a operação, como origem, destino, contratante, transportador, veículos utilizados e valor do frete. Essa estrutura permite uma maior rastreabilidade das operações de frete, fortalecendo as capacidades de fiscalização da ANTT. Os motoristas não apenas se beneficiam dessa vigilância mais rigorosa, mas também experimentam uma maior segurança jurídica nas relações comerciais.

Entre os registros, 469.883 foram declarados, 53.038 encerrados e 11.932 cancelados. O grande volume de operações registradas logo nos primeiros dias mostra a rápida adesão do mercado, refletindo o empenho do setor para cumprir as novas normas. Essa mobilização é crucial, pois a adoção de práticas mais transparentes contribui para um ambiente de transporte mais equitativo.

O novo modelo também oferece uma capacidade aprimorada de acompanhamento das operações em tempo real, proporcionado pela verificação automática do cumprimento do Piso Mínimo de Frete. Com isso, as operações de carga lotação se beneficiam de um sistema que valida se o valor do frete está dentro dos parâmetros legais. Caso o frete não atenda ao mínimo exigido, o CIOT simplesmente não é gerado, evitando incoerências e fraudes.

Outro aspecto significativo é a rastreabilidade das responsabilidades em cada etapa da contratação. O sistema permite identificar claramente quem contratou, quem efetivamente transporta e quais veículos estão envolvidos. Isso não apenas reduz inconsistências, mas também aumenta a confiabilidade das informações e das operações diárias. Para os motoristas, isso se traduz em maior segurança e um ambiente de trabalho mais justo.

A obrigatoriedade do CIOT aplica-se a todas as operações remuneradas de transporte rodoviário de cargas no Brasil, exceto em casos específicos previstos pela ANTT, como veículos não emplacados. Para garantir maior estabilidade durante essa fase inicial de implementação, a ANTT estruturou mecanismos de contingência para eventuais indisponibilidades do sistema, assegurando que as exigências legais permaneçam em vigor.

Atualmente, 17 Instituições de Pagamento estão habilitadas pela ANTT para operar o sistema, com 13 já efetivando emissões do CIOT. Até o momento, mais de 3.300 transportadores já iniciaram operações sob este novo modelo. Essa iniciativa faz parte de um conjunto de ações da ANTT voltadas à modernização regulatória, à proteção do transportador e ao fortalecimento da logística nacional.

Em resumo, a implementação do CIOT não apenas transforma a maneira como os motoristas conduzem suas operações, mas também impacta positivamente a mobilidade e a eficiência logística do país. A modernização proporciona maior segurança e transparência, beneficiando todos os envolvidos no setor de transporte.

Equipe Redação

Equipe de redação é um grupo de profissionais que trabalham juntos para criar conteúdo escrito para Motorista.com.br
Botão Voltar ao topo