Transporte de cargas se volta à Geração Z para solucionar carência de motoristas.

Transporte de Cargas Mira Geração Z para Reduzir Falta de Motoristas
A escassez de profissionais no transporte rodoviário de cargas tem levantado preocupações entre as empresas do setor, colocando a Geração Z no epicentro das estratégias de renovação da mão de obra. Em um cenário onde a média de idade dos motoristas é de 45,3 anos, é crucial investir em tecnologia e capacitação para atrair os jovens.
Um estudo revelou que apenas 9,5% dos motoristas têm menos de 30 anos, refletindo um desafio significante na renovação do setor. Essa situação é agravada por fatores como preconceito, baixa remuneração e condições de trabalho desfavoráveis, que afastam os jovens dessa profissão.
As consequências já são visíveis: 88% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas. Isso resulta em uma frota parada e limitações na capacidade logística, impactando a produtividade e a eficiência do transporte de cargas em todo o país.
Para a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), uma mudança estrutural é necessária. A imagem do setor ainda está atrelada à figura do caminhoneiro tradicional, ignorando as transformações tecnológicas que têm ocorrido. Hoje, as transportadoras operam com processos modernos, salários competitivos e benefícios apropriados, mas essa realidade precisa ser comunicada de forma clara para os jovens.
A qualificação profissional é um pilar fundamental nessa renovação. O avanço da digitalização e automação nas operações logísticas requer profissionais aptos a operar sistemas de rastreamento, telemetria e gestão de frota. Neste contexto, a atuação do SEST SENAT é vital, promovendo a capacitação técnica e o desenvolvimento humano dos trabalhadores do transporte.
A Geração Z valoriza conectividade, tecnologia e crescimento profissional. O desafio do setor é tornar essa transformação mais visível. Caminhões modernos já contam com rastreamento em tempo real e inteligência logística, mas a comunicação ainda precisa evoluir para refletir essa realidade.
Renovar a força de trabalho no transporte rodoviário de cargas não se resume apenas à formação técnica; é essencial valorizar a profissão e construir uma comunicação que ressoe com as expectativas e interesses dos jovens. Esse esforço não apenas atenderá à demanda por motoristas, mas também contribuirá para uma mobilidade mais eficiente e integrada, beneficiando todo o setor e a sociedade de forma ampla.
Fonte: SETCESP






