Custos das empresas aumentam com saúde mental, revela estudo.

A pesquisa realizada pela Wellhub, que entrevistou 150 líderes brasileiros e 1.515 executivos globais, revela uma conexão clara entre a saúde mental dos funcionários e os custos operacionais das empresas. De acordo com a pesquisa “ROI do Bem-Estar 2026”, 89% dos líderes de recursos humanos reconhecem que problemas de saúde mental aumentam significativamente esses custos.

Ricardo Guerra, CEO da Wellhub no Brasil, destaca que tratar o bem-estar como um benefício secundário é um erro de gestão. O aumento contínuo de afastamentos do trabalho por transtornos mentais nos últimos anos no Brasil é uma evidência preocupante dessa realidade. A cultura empresarial, que muitas vezes prioriza a reação em vez da prevenção, precisa ser reavaliada. A abordagem proativa pode não apenas prevenir problemas de saúde mental, mas também otimizar a produtividade, impactando diretamente nos resultados da empresa.

Além disso, a comparação entre empresas do mesmo setor mostra que a adesão a programas de saúde mental pode variar drasticamente. Enquanto uma empresa alcança 20% de engajamento, outra consegue 60%, demonstrando que a cultura e a promoção de bem-estar são fundamentais para extrair o máximo valor dos investimentos feitos nesse sentido.

Esse cenário não é isolado; é uma tendência observada em todo o mundo. A pesquisa indica que 95% das empresas que medem o retorno sobre investimento em bem-estar relatam resultados positivos, com muitos superando 50% de retorno. Isso reflete uma mudança de paradigma, onde a produtividade não deve ser baseada em controle e pressão, mas em habilidades humanas como criatividade e qualidade de decisão, comprometidas pelos problemas de saúde mental.

A importância do bem-estar corporativo vai além do ambiente de trabalho, afetando a mobilidade e a qualidade de vida dos motoristas e da comunidade como um todo. Motoristas que trabalham em ambientes de apoio e saúde mental tendem a ser mais produtivos e menos propensos a acidentes, resultando em uma mobilidade mais segura e eficiente. Portanto, investir na saúde mental não apenas melhora o ambiente de trabalho, mas também contribui para uma sociedade mais saudável e uma mobilidade urbana mais eficiente.

Em resumo, a gestão de saúde mental deve ser vista como uma prioridade estratégica. O bem-estar dos colaboradores não é apenas uma questão de ética corporativa, mas também um fator crucial para o sucesso financeiro e operacional das empresas. As organizações que abraçam essa visão se tornam marcas empregadoras mais atraentes, alinhando-se às expectativas de um mercado em constante evolução.

Fonte: setcesp.

Equipe Redação

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