Diesel a R$ 7,35: ANTT reajusta tabela de frete

Com diesel a R$ 7,35, ANTT atualiza tabela de frete

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou, recentemente, um aumento nos valores de frete devido à atualização da tabela do piso mínimo. Essa decisão foi motivada pelo aumento do preço do diesel, que atingiu R$ 7,35 por litro, segundo dados da ANP entre os dias 15 e 21 de março.

A ANTT é obrigada a revisar a tabela sempre que o valor do combustível oscilar mais de 5%. A última atualização havia ocorrido apenas uma semana antes, quando o preço médio do diesel era de R$ 6,89.

A nova Portaria SUROC Nº 4, de 20 de março de 2026, traz mudanças nos valores por quilômetro rodado e nos custos de carga e descarga. A tabela agora considera o tipo de carga e o número de eixos. Por exemplo:

  • Carga geral (operação padrão):

    • R$ 4,0031 a R$ 9,2466 por km
    • Carga e descarga entre R$ 436,39 e R$ 872,44
  • Granel sólido:

    • R$ 4,0338 a R$ 9,2662 por km
    • Carga e descarga entre R$ 444,84 e R$ 877,83
  • Carga frigorificada ou aquecida:

    • R$ 4,7442 a R$ 10,9629 por km
    • Carga e descarga entre R$ 502,29 e R$ 1.030,58

Essa atualização também abrange operações com contratação apenas da unidade de tração e inclui coeficientes que refletem ganhos logísticos e eficiência operacional. Além disso, a Medida Provisória nº 1.343/2026 estabelece penalidades para as operações de frete que não respeitarem os valores definidos pela ANTT.

A implementação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) se torna essencial, servindo como um controle vital:

  • Se o valor informado estiver abaixo do piso, a operação é bloqueada automaticamente.
  • Sem o CIOT, o transporte não é considerado regular.

Impactos na mobilidade e no dia a dia dos motoristas

Essas alterações têm implicações diretas para os motoristas e a mobilidade geral. O aumento do custo do frete pode influenciar o preço de bens e serviços, impactando o consumidor final. Assim, motoristas de caminhão e transportadores devem se adaptar a uma nova realidade econômica, o que pode pressionar a margem de lucro.

Além disso, a atualização da tabela e a regulamentação do CIOT visam trazer maior transparência ao setor, garantindo que os motoristas sejam remunerados de maneira justa pelo seu trabalho. Esse aspecto não apenas melhora as condições de trabalho, mas também contribui para uma mobilidade mais organizada e eficiente nas estradas.

Em suma, essas medidas da ANTT, embora reflitam um aumento nos custos, buscam equilibrar o mercado de transporte, assegurando a viabilidade econômica para os motoristas e promovendo um transporte de cargas mais eficiente e regulamentado.

Fonte: Motorista

Equipe Redação

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