Uber reteve 17,5% em corridas; com 40%, eu teria R$ 1.768.

Mesmo escolhendo corridas, a Uber levou 17,5% de R$ 2.947,28 e eu fiquei com R$ 2.457,67

Você já parou para calcular quanto a Uber realmente fica do seu faturamento por semana ou por mês? E mais: quanto ela diz que ficou, quanto de fato ficou, e quanto mudaria se a taxa fosse como a da inDrive (10%), ou como a da 99 (20%), ou se chegasse aos famigerados 40% que, em algumas corridas, a Uber acaba levando? Vamos analisar isso com um exemplo prático.

Em uma semana específica, de 6 a 13 de outubro, trabalhei de segunda a sábado, somando 48 horas e 42 minutos online. Meu ganho total foi de R$ 2.457,67. Mas o que realmente importa aqui é quanto disso ficou comigo e quanto ficou com a Uber. E, principalmente, quanto teria ficado comigo se a taxa fosse menor.

Um detalhe importante: uso uma ferramenta de cálculo de ganhos. Isso significa que não sou como a maioria dos motoristas que aceitam tudo que aparece na tela. Faço corridas que realmente valem a pena, garantindo que meu ganho por quilômetro e por hora fique acima do que considero mínimo aceitável. Quem aceita tudo acaba jogando o jogo da Uber, e assim a porcentagem que a plataforma arranca é muito maior. Mesmo escolhendo corridas, a Uber ainda leva uma quantia significativa.

Voltando ao meu relatório, ganhei R$ 2.457,67, incluindo R$ 7,81 de “outros ganhos” referentes a um cancelamento. Esse valor é usado para calcular a taxa da Uber, que não inclui as gorjetas; no meu caso, R$ 26,00.

O resumo semanal da Uber mostra um total de R$ 2.947,28 pago pelos passageiros, com uma taxa apenas de 5,4%, equivalente a R$ 159,00. À primeira vista, isso pode parecer vantajoso, mas é uma ilusão. Você fica com 82,5% e a Uber com 5,4%, totalizando 87,9%, mas onde estão os 12,1% restantes? Eles estão em “promoções para o usuário”, que nessa semana somaram R$ 355,87. Assim, a taxa real foi de 17,5%, considerando esse “desconto” que a Uber oferece.

Quando você faz a comparação, é evidente a diferença. Se estivesse trabalhando com a inDrive, com uma taxa de 10%, teria ficado com R$ 2.652,00, além das gorjetas. E se a taxa fosse de 20%, como a da 99, a Uber ficaria com R$ 589,00. Com a Uber, somando as taxas propagadas e as “promoções”, ficamos com um montante muito maior.

Agora, imagine a situação com uma taxa de 40%. Desse total de R$ 2.947,28, a Uber embolsaria R$ 1.178,00, e você ficaria com apenas R$ 1.768,00. Isso ilustra como a escolha das corridas influencia diretamente seu rendimento.

Esses números revelam a disparidade que muitos motoristas enfrentam. Quando você lida com serviços que operam com taxas elevadas, as margens são espremidas, e a mobilidade dos motoristas fica comprometida. O impacto não é apenas financeiro; isso afeta suas decisões, estresse e, consequentemente, a qualidade do serviço prestado.

Portanto, ao analisar esses relatórios, tome cuidado com o percentual que a Uber apresenta. O que ela diz ser uma taxa baixa pode esconder um valor significativo, dificultando a vida do motorista. A chave para lutarmos contra essa prática é escolher bem as corridas, fazer os cálculos necessários e, idealmente, diversificar com outros aplicativos que ofereçam taxas mais justas.

Resumo da ópera: escolha corridas, faça contas e considere trabalhar com mais de um aplicativo. Existem plataformas com taxas menores que ajudam a aumentar propriamente suas receitas. Quando você conta com mais de uma opção, consegue selecionar as melhores viagens e reduzir o impacto das taxas. Essa é a forma de resistir às práticas desleais das plataformas de transporte. Tamo junto.

Fonte: 55content

Equipe Redação

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