Corrida de carro elétrico da Uber paga igual ao X para motoristas

Hoje, vamos falar sobre a nova categoria Uber Green, que foi lançada em São Paulo em agosto de 2024 e chega ao Rio de Janeiro em setembro de 2025. Quando uma nova categoria é anunciada, muitos motoristas veem uma oportunidade de aumentar seus ganhos. A Uber comunica: “Se você possui um carro elétrico, aqui está uma chance de lucrar mais com mais corridas.”

No entanto, a realidade é que essa modernidade oferecida pela Uber é voltada mais para os passageiros do que para os motoristas. Ela promove uma experiência de viagem com veículos elétricos: silenciosos, confortáveis e que transmitem um ar de sofisticação, especialmente porque já são utilizados em categorias como o Uber Black, como o modelo Dolphin. Contudo, para os motoristas, o Uber Green não proporciona vantagens financeiras em relação ao UberX.

Experiência premium para o passageiro, mas pagamento de X para o motorista

A categoria Uber Green surgiu na Europa com foco na sustentabilidade. Por lá, até as tarifas do Uber Green chegaram a ser mais em conta do que as do UberX. Quando se compara o pagamento, a diferença é mínima: os valores são iguais ou ligeiramente superiores ao UberX em algumas situações, muitas vezes inferiores ao Comfort.

No lançamento em São Paulo, a Uber promoveu campanhas com promoções de R$ 10 ou R$ 20 a mais por corrida. Porém, promoção não é sinônimo de aumento de tarifa. Quando essas promoções terminam, o que se observa é que os valores do Uber Green se equiparam aos do X. Isso levanta questionamentos sobre a real sustentabilidade do modelo.

Quem pode se beneficiar?

A categoria Uber Green pode ser vantajosa para motoristas que possuem carros compactos elétricos que não se enquadram em categorias como Comfort ou Black, como o Renault Kwid E-Tech ou o Dolphin Mini. Esses veículos, que geralmente operariam apenas no UberX, agora podem explorar uma nova categoria. No entanto, para aqueles que já possuem modelos que atendem aos requisitos do Uber Black, como o Dolphin, rodar no Green se torna um prejuízo, pois oferecem uma experiência de qualidade superior a um preço inferior.

E na 99, como é?

A comparação com a 99 revela uma realidade diferente. Quando lançaram o Uber Green, a 99 já havia introduzido o 99 Electric Pro, que inclui carros elétricos e híbridos, oferecendo uma remuneração mais justa e competição direta com o Uber Black. Isso resulta em uma preferência crescente entre motoristas por essa plataforma, mesmo que o volume de corridas ainda não se iguale às categorias tradicionais.

Qual foi o erro da Uber?

Na minha visão, a Uber falhou ao não segmentar essas categorias: deveria haver versões distintas como Uber Green X, Uber Green Comfort e Uber Green Black. Isso garantiria que motoristas que investiram créditos significativos em veículos elétricos recebessem uma compensação justa.

Atualmente, o que se observa é uma desigualdade: o passageiro desfruta de uma viagem em um carro elétrico premium pagando tarifa de X, enquanto o motorista, que investiu mais de R$ 100 mil no seu veículo, recebe uma remuneração como se estivesse operando na categoria mais econômica. O Uber Green é benéfico para os passageiros, mas para os motoristas é quase irrelevante, exceto em casos específicos. Por outro lado, o 99 Electric Pro realmente pode mudar o cenário. Se você está cogitando investir em um carro elétrico, é fundamental estar ciente disso. A Uber tende a priorizar o bem-estar do passageiro, frequentemente negligenciando a valorização do motorista na hora de pagar.

Gostaria de saber a sua opinião: você aceitaria rodar na categoria Green recebendo o mesmo que no X? Compartilhe seu comentário.

Fonte: 55content

Equipe Redação

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