Economista do Santander: Selic restritiva afeta PIB e economia.

Selic Restritiva Pressiona a Economia: Impactos e Benefícios para Motoristas e Mobilidade
A taxa Selic elevada já começa a impactar a atividade econômica e projeta um cenário de desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) dos próximos trimestres. Essa situação, conforme a análise do economista Gabriel Couto, do Santander, pode influenciar diversos setores, especialmente aqueles mais sensíveis a crédito, como a indústria e serviços. O PIB brasileiro cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre de 2025, uma queda em relação ao avanço de 1,4% no primeiro trimestre do ano.
O consumo das famílias, que teve um leve aumento de 0,5%, não foi suficiente para compensar a queda nos investimentos, que recuaram em 2,2%. O economista aponta que a maior influência da política monetária restritiva já está sendo sentida por segmentos cíclicos, como construção civil e indústria de transformação. A desaceleração da agropecuária, que teve uma contribuição significativa no primeiro trimestre, também é um fator relevante nessa equação.
Reflexos Diretos na Mobilidade
Para os motoristas, as condições econômicas têm uma correlação direta com a mobilidade. Quando a taxa Selic está alta:
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Custo do Crédito: Aumentos nos juros resultam em crédito mais caro, o que pode restringir a compra de veículos e, consequentemente, impactar a frota de automóveis nas ruas. Isso pode levar a um aumento no uso de transportes públicos, o que, sem uma infraestrutura adequada, pode causar superlotação e mais congestionamentos.
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Investimentos em Infraestrutura: A redução dos investimentos pode retardar melhorias em infraestrutura viária. Um transporte público ineficiente e rodovias em mau estado podem agravar a mobilidade urbana, resultando em mais tempo perdido no trânsito e impactos negativos na qualidade de vida.
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Alternativas de Consumo: Com a renda das famílias pressionada, muitos motoristas optam por usar menos seus veículos, buscando alternativas mais econômicas de transporte, o que pode alterar padrões de mobilidade na cidade.
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Efeitos a Longo Prazo: A continuidade da desaceleração econômica pode levar a uma estagnação no desenvolvimento de novas soluções de mobilidade, como aplicativos de carona ou serviços de transporte alternativo, que dependem de um ambiente financeiro saudável para proliferar.
Conclusão
A perspectiva de um PIB com crescimento estagnado e o impacto negativo da Selic elevada podem ter efeitos prolongados na mobilidade urbana. Motoristas precisam estar cientes de que essas mudanças não afetam apenas suas finanças, mas também as condições gerais de tráfego e transporte na vida diária. Assim, o cenário exige uma análise constante e adaptações tanto por parte dos consumidores quanto das autoridades responsáveis pela infraestrutura e serviços de transporte.
Fonte: Money Times





